12-06-12 - O médico agnóstico que encontrou a fé
O Dr. Viggo Olsen tem mais de 20 letras de conquistas académicas e profissionais após o seu nome, e é um diplomado do Conselho Americano de Cirurgia. A sua brilhante carreira cirúrgica está documentada no livro “Daktar: Diplomat in Bangladesh” (Daktar: Diplomata no Bangladesh).
No início da sua prática médica ele acreditava na ciência, uma visão que deixava pouco espaço para a fé religiosa. "Eu via o Cristianismo e a Bíblia através de olhos agnósticos, sentindo que a ciência moderna tinha tornado muito obsoleto o sentimento religioso", lembra ele.
Ele começou o seu estágio em medicina interna no Hospital Universitário de Long Island, em Nova York. Durante este período, os pais da sua esposa Joan desafiaram o jovem casal a ir à igreja e a investigar os clamores de Jesus Cristo. Apesar de ele lhes terem dado alguma garantia de que iriam assistir, não disseram quantas vezes. Ele também lhes disse que iria fazer uma busca imparcial pela verdade sobre a Bíblia, mas, interiormente, ele tinha reservas. "Nós concordámos relutantemente em estudar a sua religião ‘não científica’".
Apesar de uma aparente objetividade exterior, o Dr. Olsen decidiu provar que "a Bíblia não é a Palavra de Deus, que o Cristianismo não é a verdadeira religião de Deus, e que Cristo era apenas um homem, não o Filho de Deus."
Logicamente, o Dr. Olsen pensou que poderia rever todos os argumentos agnósticos que poderiam minar o Cristianismo e em seguida encontrar os erros científicos na Bíblia para completar a sua investigação. "Esses erros na Bíblia provarão que ela é palavra de homens, não a palavra de um criador infalível", pensou.
Para agradar aos sogros, eles foram à igreja Batista em Bay Bridge, Brooklyn, liderada por E. A. Lockerbie. No fim dos seus sermões, Lockerbie apelou para que cressem e seguissem a Cristo, o que irritou o Dr. Olsen. "Eu senti desconforto e ressentimento crescente dentro de mim. Porque é que eu reagi tão fortemente a estes apelos?", interrogava-se ele .
A sua presença na igreja
era esporádica, mas acabou por se tornar evidente para alguns que eles eram agnósticos. Um dia, um jovem estudante universitário chamado Jack entregou ao Dr. Olsen um livro, "A ciência moderna e a fé cristã", escrito por 13 cientistas.
"O livro de Jack abriu a porta para todo um novo campo de estudo até então desconhecida para nós - evidências Cristãs", observa ele. "O tédio transformou-se em interesse, e o interesse tornou-se em fascínio quando mentalmente devorei o livro." A bibliografia conduziu os Olsen a vários outros livros do mesmo género.
Certos factos tornaram-se evidentes quando os Olsen estudaram. "Cientificamente, sabíamos que o planeta Terra e o universo circundante não existiram sempre", diz ele. "Num momento vieram à existência, o que significava que deveriam ter sido criados por uma força ou poder poderoso."
Foi poder inteligente que trouxe o universo à existência ou uma explosão cósmica cega? interrogavam-se eles. Poderia haver design no universo sem haver um designer? Poderiam as leis da termodinâmica e outras leis naturais existirem sem um legislador?

O Dr. Olsen teve de admitir que havia evidências inquestionáveis de padrão e design no universo e no planeta Terra. "Milhões de estrelas e planetas percorrem seus cursos com precisão," observou ele. "O corpo humano, cujo design e funcionamento eu tive de conhecer tão bem, possui um milhão de diferentes padrões nos seus muitos órgãos, grupos de células e sistemas químicos."
Esses padrões e desenhos levaram os Olsen à conclusão de que havia um poder inteligente por detrás do universo. Eles perceberam que os seres humanos possuem algo mais difícil de quantificar do que poder e inteligência - personalidade ou alma, que dá a capacidade de amar.
Enquanto eles se tornavam mais certos de que Deus poderia existir, não descartaram o seu agnosticismo completamente. Ele ainda deixou em aberto a questão de saber se Deus se revelou através da Bíblia ou de alguns outros escritos sagrados.
Eles começaram a estudar outras religiões e chegaram a algumas conclusões notáveis. "Descobrimos boa ética e boa moralidade misturada com graves erros científicos e, às vezes, preceitos perturbadores e degradantes", lembra ele. "Nós não conseguimos encontrar entre elas a marca do sobrenatural."
A Bíblia contrastava fortemente com esses outros livros. "Notámos a notável unidade e consistência evidente nas Escrituras Cristãs. Apesar do facto dos seus 66 livros terem sido escritos durante um período de mais de 1600 anos por mais de 40 escritores (alguns deles camponeses e pescadores; outros reis, médicos e poetas), os livros da Bíblia harmonizavam-se como se uma só pessoa tivesse supervisionado a escrita de todos eles."
Para sua surpresa, descobriram que a Bíblia é historicamente precisa, com as descobertas arqueológicas a confirmarem as referências bíblicas.