29-07-12 - Pesquisas afirmam que somos propensos a acreditar em Deus
Estudos realizados por faculdades americanas apontam que os seres humanos são programados para acreditarem em Deus. As pesquisas foram realizadas por instituições diferentes e com propósitos diferentes, mas acabaram por dar o mesmo resultado.
A Universidade Emory (Atlanta, EUA) fez experiências cognitivas com bebés de 9 meses de idade e os pesquisadores puderam perceber que essas crianças fazem associações a partir de “agentes” para poderem entender o mundo. Esse estudo psicológico mostrou que os bebés sabem que esses agentes possuem uma finalidade e que existem, mesmo quando não podem ser vistos.
O autor do estudo acredita que isso prova porque o nosso cérebro consegue crer em Deus, pois não temos problemas de nos relacionar com algo que não podemos ver.
Outra Universidade que realizou uma pesquisa semelhante foi a Universidade Calvin (Michigan, EUA) que mostrou que não aceitamos somente o facto de que existe um agente invisível como também somos diretamente propensos a ter este pensamento. Ou seja, nascemos propensos a acreditar num agente invisível e passamos essa crença para a vida adulta.
Esses e outros estudos provam que o sentido da divindade surge quando não sabemos a razão da existência de algo, o cérebro deposita o universo desconhecido em tal entidade atribuindo a ela a onisciência, onipresença e imortalidade.
Mas ao contrário de outros personagens do imaginário infantil, Deus não deixa de existir na fase adulta e esses estudos indicam que isso acontece porque somos levados a acreditar que Ele é mais poderoso que tudo, pois Ele conhece tudo o que fazemos como também o que os outros seres do mundo estão fazendo.