03-03-2024 - Pais cristãos perdem a guarda de filho por se recusarem a aceitar transição de género

Os pais Mary e Jeremy Cox, de Indiana, Estados Unidos, perderam a guarda do filho após se recusarem a usar o pronome feminino para se referir ao menor, que se identifica como menina.
“Como pai, eu acredito que um dos meus principais objetivos é manter os meus filhos seguros e não posso fazer isso quando o Estado entra em nossa casa e leva nosso filho porque não podemos, em sã consciência, afirmar a sua identidade de género”, disse Jeremy ao canal do YouTube, “Indiana Family Institute”.
“Isso causou um enorme buraco nos nossos corações. A nossa família ama-o e iremos sempre orar por ele”, acrescentou Mary.
O casal solicitou à Supremo Tribunal dos EUA que revisse o caso depois que o filho foi levado de casa pelo (DCS), em junho de 2021.
Segundo o Indiana Family Institute (IFI), que está a apoiar o caso dos pais, o DCS começou a investigar a família Cox depois que o filho decidiu começar a identificar-se como menina.
O tribunal de primeira instância retirou a criança da custódia dos pais, alegando preocupações sobre o bem-estar do menor num ambiente que não afirmava a sua identidade de género.
A decisão foi mantida pelo Tribunal de Apelações de Indiana, que decidiu que a restrição à instrução religiosa dos pais era permitida pelas constituições estaduais e federais.
Então, quando o Supremo Tribunal de Indiana se recusou a rever o caso, o casal buscou a intervenção do Supremo Tribunal dos EUA.
Mary contou que o filho passou cerca de 18 meses longe e para vê-lo, eles têm restrições, pois só podem permanecer com ele num período de três horas por semana.
“Então, como mãe, ter acesso limitado ao seu filho é de partir o coração. Sinto a falta dele, sinto a falta de passar tempo com ele”, afirmou ela.
E continuou: “Há tantas coisas que somos para os nossos filhos, não apenas os seus primeiros professores, mas os seus primeiros amores. Nunca recuperaremos esse tempo perdido”.
O Conselheiro Geral da IFI, Josh Hershberger, apresentou uma petição que defende a proteção dos direitos dos pais, da liberdade de expressão e do livre exercício da religião.
“Nenhum outro pai deve perder a custódia do seu filho ou enfrentar o governo por causa de suas crenças religiosas. Mary e Jeremy Cox esgotaram todos os outros recursos e estão seriamente preocupados com a possibilidade de o estado de Indiana vir buscar os seus outros filhos. A intervenção deste Tribunal é necessária”, afirmou a petição.
“Não buscamos uma linguagem de género com os nossos filhos, porque primeiro, como Cristãos, acreditamos que Deus nos criou como homem e mulher. E como pais, é nosso trabalho ajudar os nossos filhos a alcançar o seu potencial e a única maneira que achamos de fazer isso é criar os nossos filhos através dos nossos princípios cristãos”, disse a mãe.
“E em segundo lugar, não adotamos essas ideologias porque fizemos muitas pesquisas sobre esse assunto e entendemos que isso não iria ajudar o nosso filho”, acrescentou o pai.
Alegações da justiça
Este caso gerou polémica no estado de Indiana, onde os direitos trans e os direitos dos pais são temas muito debatidos.
O portal USA Today informou que o desentendimento dos pais com o filho, identificado como AC nos autos do tribunal, supostamente levou a um grave distúrbio alimentar e ao auto-isolamento. Fatores que contribuíram para a decisão do tribunal.
Durante uma audiência em junho de 2021, Mary e Jeremy mostraram ao tribunal documentos que comprovavam que eles haviam consultado um especialista em transtornos alimentares e também procuravam um novo terapeuta para o filho.
Apesar da rejeição das alegações de abuso por parte do DCS, o tribunal manteve a decisão de não devolver a criança aos pais.
O Gabinete do Procurador-Geral de Indiana, que defende a DCS neste caso, pediu mais tempo (até fevereiro) para responder à petição dos pais.
“Estamos a falar sobre este caso agora, porque os direitos dos pais precisam de ser protegidos em Indiana. A nossa família nunca deveria ter passado por isso e não queremos que nenhuma outra família em Indiana passe por isso”, disse Mary.
“Os direitos dos pais deveriam ser protegidos tanto pela lei, quanto pela cultura”, concluiu o pai.
O resultado deste caso poderá ter implicações para os direitos dos pais nos EUA. O Supremo Tribunal deverá decidir até abril se aceitará o caso.
A IFI, afirmou: “O direito e a responsabilidade dos pais – e não do Estado – de criar os seus filhos de acordo com as suas crenças é um princípio bíblico e pré-político que deve ser protegido na lei de Indiana”.
E citaram o texto bíblico em Efésios 6:4: “E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor”.
- in The Christian Post
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