19-04-2024 - Cristã que tenta evangelizar Xi Jinping é solta da prisão, mas continua a ser vigiada
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Zhou Jinxia segurando cartaz com mensagem direcionada a Xi Jinping. (Foto: ChinaAid)
A destemida Cristã, Zhou Jinxia, no foto, da cidade portuária de Dalian, no extremo Sul de Liaoning, na China, ficou conhecida pelas tentativas de dar testemunho do Evangelho ao ditador Xi Jinping e à sua esposa Peng Liyuan.
Zhou tem 53 anos e afirma que diz que sente essa obrigação da parte de Deus para essa missão. Em 2018, ela posicionou-se em frente aos jardins de Zhongnanhai, onde está localizada a sede oficial do governo da República Popular da China, em Pequim.
Na ocasião, ela segurou um cartaz com as seguintes palavras: “Deus ama as pessoas do mundo e está a chamar Xi Jinping”. O seu objetivo era alcançar o presidente chinês com a mensagem cristã enquanto o Congresso Nacional do Povo (NPC) se reunia com a Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC).
A cristã foi detida criminalmente por policiais que classificaram a ação como “perturbadora da ordem social ” e confiscou os seus materiais. Zhou foi solta da prisão, mas já foi detida muitas vezes por dar testemunho de Cristo em várias partes da China.
‘Tentou evangelizar o presidente mais de 50 vezes’
Em fevereiro do ano passado ano, Zhou foi até a Sede Central do Partido Comunista Chinês e do Conselho de Estado da China em Pequim e tentou evangelizar Xi Jinping novamente.
Ela usou a mesma estratégia, erguendo um cartaz e pedindo que o líder cresse em no Senhor Jesus Cristo. Noutro dia, 21 de fevereiro, a cristã foi presa pela polícia sob a acusação de “provocar brigas e causar problemas”.
Segundo a China Aid, Zhou Jinxia já tentou testemunhar do Senhor Jesus Cristo a Xi Jinping por mais de 50 vezes. A pregadora já tinha sido detida anteriormente por suas “atividades de evangelismo”, sempre nos meses de março.
Em março de 2015, ela foi detida durante 10 dias. Nos anos seguintes, em março de 2016 e de 2018, Zhou foi presa novamente sob a mesma acusação. Todos os anos em março, Pequim promove o evento “Duas sessões” do Partido Comunista Chinês, onde delegados de todo o país participam de sessões do Congresso Nacional do Povo e da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês.
Durante esse período, o governo intensifica a repressão contra a sociedade civil para garantir que não aconteçam “incidentes”.
Em 2020, Zhou mudou-se para a vila Xiaobailou, em Pequim, envolvendo-se ativamente na sua igreja e na obra evangelística. Em junho de 2021, ela foi expulsa da vila pelas autoridades locais e teve os seus objetos confiscados. A Cristã perseguida já está familiarizada com a repressão comunista, após ter a própria casa demolida pelo governo chinês.
‘Livre da prisão, mas determinada a não desistir’
No passado dia 4 de dezembro, o governo chinês decidiu libertar Zhou Jinxia. Ela, por sua vez, disse que não irá parar a sua campanha que a levou repetidas vezes para a prisão.
A Cristã disse aos amigos que planeia continuar a responder à direção de Deus, embora tenha sido avisada pelas autoridades de que neste caso, será presa novamente e mantida sob estrita vigilância.
Ela chegou a ser levada a um hospital psiquiátrico, onde os médicos concluíram, porém, que ela não sofre de nenhum problema mental.
Segundo Zhou, humanamente falando, as chances de Xi e sua esposa abraçarem o Cristianismo são mínimas. No entanto, ela cita os versículos bíblicos que ensinam que o que é impossível aos homens é sempre possível a Deus.
- in Bitter Winter
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