03-12-12 - Juiz afirma que Cristão rebaixado no trabalho por se opor ao casamento gay no Facebook foi punido ilegalmente


No final de 2011 o Cristão inglês Adrian Smith ( na foto) teve o seu salário reduzido para quase metade e foi destituído do seu cargo de gerência no Consórcio de Moradias de Trafford por causa de um comentário que fez na sua conta do Facebook contra o casamento gay dentro das igrejas.
- Não, não realmente. Não compreendo o motivo porque as pessoas que não têm fé ou não creem em Cristo iriam querer casar na igreja. A Bíblia é bastante específica que o casamento é para homens e mulheres. Se o Estado quer oferecer casamentos civis para homossexuais, então isso cabe ao Estado. Mas o Estado não deveria impor as suas normas em lugares de fé e consciência – declarou Smith nessa altura.
Porém, na passada semana o juiz Michael Briggs decidiu a favor de Smith no Supremo Tribunal de Londres, e afirmou que o facto de alguns ficarem ofendidos pelas suas afirmações é “um preço necessário a ser pago pela liberdade de expressão”, segundo informações do jornal inglês The Telegraph.
O consórcio havia afirmado que Smith tinha quebrado as regras do código da empresa referentes a sites de relacionamento pessoal, ao publicar os seus comentários numa página do Facebook que o identificava como administrador no Consórcio de Moradias Trafford. Porém Briggs declarou que atitude de Smith não feria os estatutos da empresa, visto que o seu comentário foi publicado nma conta pessoal na rede social e fora do seu horário de trabalho.
Smith recebeu uma indenização simbólica pelo constrangimento que passou em decorrência do processo contra ele, mas afirmou que não fez isso por dinheiro, mas porque existe um princípio maior em jogo.
- Algo envenenou a atmosfera na Grã-Bretanha, onde um homem honesto como eu pode ser punido por fazer comentários perfeitamente educados sobre a importância do casamento – afirmou.