31-01-13 - Livros escolares europeus excluem Israel do mapa

Muçulmanos usam material didático para formar opinião antissemita.
Ahmadinejad prometeu. Agora livros britânicos estão a fazê-lo. Israel foi varrido do mapa pela Educação Garnet, uma empresa de ensino de Inglês de língua na Grã-Bretanha, cujo livro educativo 'Aptidão em Inglês escrito, nível 1', destinado a estudantes estrangeiros e imigrantes para o Reino Unido, contém um mapa com a "Palestina ocupada" em vez do Estado judeu.
Estes livros escolares impressos no Reino Unido, ao tirarem Israel do mapa do Oriente Médio, geram protestos. O Conselho Britânico, patrocinado pelo Ministério do Exterior, endossou um livro publicado pela Garnet Education, empresa que ensina Inglês na Grã-Bretanha.
O livro 'Aptidão em Inglês escrito, nível 1', destinado a ensinar estudantes estrangeiros e imigrantes que moram no Reino Unido, apresenta um mapa com os dizeres ” Palestina ocupada ” em vez do Estado judeu.
O conceituado jornal judeu Algemeiner revelou a história. O professor Liz Wiseman destacou que o livro é “um dos materiais mais populares e tradicionais para ensino do Inglês e os livros publicados pela Garnet são bastante populares e influentes”.
O British Council, criado pelo Governo do Reino Unido e patrocinado pelo Ministério do Exterior britânico, aprovou o material da Garnet, alegando que a empresa possui “uma reputação global de qualidade e inovação”.
Mas porque é que um livro de ensino de línguas que é vendido em quase todo o mundo hoje em dia se preocuparia com questões políticas tão complexas? Hoje a Garnet Education é controlada por um império de comunicação social libanês, propriedade do nacionalista árabe Tahseen Khayat, que é um defensor do Hezbollah. A filha dele cuida das subsidiárias na França e no Reino Unido, incluindo a Garnet.
Khayat também dirige a Ithaca Press, considerada a “maior editora de livros académicos sobre o Médio Oriente e Estudos Islâmicos”. Muitos desses livros tratam da resistência árabe contra Israel. Um livro de ficção publicado recentemente pela Garnet fala sobre soldados palestinos nascidos em Israel serem assassinados a sangue frio e terem as suas casas queimadas.
Usar livros para tratar desse assunto não é uma tática nova. Em 2007, o rei Fahd autorizou livros didáticos publicados pelo Ministério da Educação da Arábia Saudita, que descrevem os judeus como “macacos” e os Cristãos como “porcos”.
Em 2010, o livro de geografia mais usado nas escolas britânica encorajava os alunos a fazer perguntas como “Porque é que os judeus confiscaram as terras que hoje é Israel?” O livro também procurou justificar o terrorismo, informando aos alunos que “os palestinos se sentem impotentes. Eles não têm nenhum país, nenhum governo, nenhum exército e poucos recursos. Por isso recorrem aos bombardeios para serem ouvidos.”
O especialista em terrorismo Matthew Levitt explica que a tática de usar livros didáticos visa “formar a consciência política dos jovens”. Sempre vistos como fonte da verdade absoluta, influenciam pessoas de todas as idades e crenças. O facto de um governo aprovar esse tipo de material educacional gerou protestos de movimentos judaicos ingleses. Mas durante anos na Grã-Bretanha os grupos islâmicos investem em serviços educacionais e sociais e, aparentemente, conseguiram agora apoio do governo.




