03-02-13 - Príncipe William, do Reino Unido, 'Raramente' vai à Igreja que ele governará um dia

O Príncipe William, futuro Defensor da Fé e Governador Supremo da Igreja da Inglaterra, só vai à igreja um "punhado" de vezes por ano, segundo relata um jornal do Reino Unido.
O jornal britânico Daily Mail cita fontes que afirmam que William e a sua esposa, Kate (na foto), "raramente, ou nunca" vão privadamente à igreja numa manhã de domingo, ou mesmo em qualquer outro momento da semana. William, que tem 30 anos de idade e foi confirmado na fé anglicana em 1997, frequenta os cultos apenas "um punhado" de vezes por ano, disse o jornal. Quando o faz é mais relacionado com compromissos oficiais ou em ocasiões especiais do calendário Cristão, como o Natal, ou casamentos e batizados.
A Rainha Isabel II, avó de William, é uma Cristã devota professa, com um profundo senso de dever religioso, que frequenta a igreja numa base semanal. O pai de William, Charles, Príncipe de Gales, também é conhecido como um frequentador regular, embora ele também esteja interessado noutras religiões como o islamismo.
O Príncipe William parece ser como os outros homens britânicos da sua idade - apenas 8 por cento frequentam a igreja regularmente. De acordo com uma pesquisa realizada pela Christian Charity Tearfund, o Reino Unido está entre pelo menos os quatro países da Europa que menos vão à Igreja. Dois terços dos entrevistados não foi à igreja no ano passado, excetuando baptizados, casamentos ou funerais, embora 53 por cento ainda se tivessem identificado como Cristãos.
Os assessores William dizem que o príncipe é um Cristão dedicado, apesar da sua falta de assiduidade. "O Duque de Cambridge, é um Anglicano comprometido e tem uma fé pessoal forte", dizem. Eles também indicaram que William e a sua esposa escreveram uma oração para o seu serviço religioso de casamento como prova da sua "fé continuada" desde a sua confirmação.
O príncipe - que é o segundo na linha de sucessão, atrás do seu pai, aos tronos dos 16 estados soberanos independentes, conhecidos como os reinos da Commonwealth – tem estado envolvido em causas humanitárias e ambientais.
William tornou-se patrono da Fundação Tusk, uma instituição de caridade que trabalha nas áreas de conservação da vida selvagem e do desenvolvimento comunitário em toda a África, em 2005. Em 2010, tornou-se patrono de 100 Mulheres em Iniciativas Filantrópicas para Obtenção de Fundos. Em março de 2011, William e Catherine criaram um fundo de presentes gerido pela Fundação do Príncipe William e Príncipe Harry que permite que pessoas bem-intencionadas que queiram dar-lhes um presente de casamento doem, em vez disso, esse dinheiro a instituições de caridade.
O monarca britânico tem o título constitucional de Governador Supremo da Igreja de Inglaterra. O direito canónico da igreja afirma: "Nós reconhecemos que a excelentíssima Majestade da Rainha, atuando de acordo com as leis do reino, é a maior autoridade abaixo de Deus neste reino, e tem autoridade suprema sobre todas as pessoas em todas as causas, tanto eclesiásticas como civis". Na prática, esta autoridade é muitas vezes exercida através do parlamento e do primeiro-ministro. Apesar de William provavelmente assumir as suas responsabilidades quando ele aceder ao trono, a sua decisão de não adorar regularmente pode adicionar combustível ao fogo de quem argumenta que a igreja tem pouca relevância na Grã-Bretanha de hoje, observou o jornal.




