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Servindo entusiasticamente,
com amor e temor,

para em tudo te enriquecer em Cristo, em toda a Palavra, em todo o conhecimento (1 Coríntios 1:5).

Testemunhos

José Jacinto Carvalho

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15-04-13 - Papa diz que apenas a Igreja é capaz de interpretar as Escrituras e coloca estas ao nível da tradição

Olho de DeusO Sola Scriptura de Martinho Lutero     O papa Francisco expressou na passada sexta-feira o seu compromisso com o pleno respeito à tradição da Igreja, a única habilitada a interpretar corretamente as Escrituras, e rejeitou "a interpretação subjetiva", no seu primeiro discurso ante o Comité da Bíblia do Vaticano. Nesta intervenção a "especialistas" - e não apenas para fiéis, como a maioria dos seus discursos do último mês - o papa jesuíta fez uma longa referência a um texto do Concílio Vaticano II ( 1962-1965), a Constituição "Dei Verbum" ("A Palavra de Deus"), sobre o papel da Igreja.

     Até ao momento, ao contrário de Bento XVI, o novo papa pouco tinha mencionado o Concílio, ao qual ele é o primeiro pontífice das últimas décadas a não ter participado. Uma omissão surpreendente.

     "O Concílio lembrou com grande clareza: tudo o que está relacionado com a maneira de interpretar as Escrituras está, em última análise, sujeito ao julgamento da Igreja, que realiza o seu mandato divino e o ministério de preservar e interpretar a palavra de Deus".

     Para o papa, "há uma unidade indissolúvel entre Escritura e Tradição", que são "conjuntas e se comunicam entre elas", "formando, de certa maneira, uma única coisa", declarou.   "A Sagrada Tradição transmite a Palavra de Deus plenamente (....) Desta forma, a Igreja tira a sua certeza a respeito de todas as coisas reveladas não só nas Sagradas Escrituras. Uma como a outra devem ser aceitas e veneradas com sentimentos semelhantes de piedade e respeito", disse em um discurso que revela um papa muito respeitoso da autoridade da Igreja.

     Como resultado, "a interpretação das Escrituras não pode ser apenas um esforço intelectual individual, mas deve ser sempre confrontado, inserido e autenticado pela tradição viva da Igreja", argumentou.


     NOTA:

     No passado dia 21 de Março avisámos que o Novo Papa é armadilha perigosa e que a sua “teologia continua profundamente errada e ferida de morte”. Eis, nesta notícia, duas provas acrescidas que confirmam aquela afirmação. Ao continuar a limitar à Igreja a interpretação exclusiva das Escrituras ele continua a eliminar o direito à livre interpretação das mesmas, algo que as próprias Escrituras defendem em várias passagens, procurando continuar a evitar assim que a hierarquia eclesiástica seja confrontada com os erros em que tem incorrido ao longo dos séculos. Ao colocar a Tradição ao nível das Escrituras, continua a diluir a autoridade suprema das mesmas e a manter aberta a porta a um chorrilho de erros antibíblicos.
 

FRUINDO DA ADMIRÁVEL GRAÇA DE DEUS,
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"... vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão" (2 Coríntios 6:1).
Se é que tendes ouvido a dispensação da graça de Deus ... (Efésios 3:2)
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a ação de graças para glória de Deus" (2 Coríntios 4:15).
"Porque pela graça sois salvos ..." (Efésios 2:8).

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