28-12-2024 - Há 3 anos sob intensa repressão dos Talibã, Igreja Perseguida cresce no Afeganistão
Há três anos o grupo extremista muçulmano Talibã tomou o poder no Afeganistão após a retirada das tropas militares ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Desde então, a situação dos Cristãos no país se tornou ainda mais difícil, mas a perseguição tem impulsionado o crescimento da Igreja.
Atualmente, o Afeganistão é considerado do 10º país mais hostil para Cristãos, no ranking anual Lista Mundial da Perseguição, elaborado anualmente pela Missão Portas Abertas para classificar os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos.
A situação dos refugiados afegãos é ainda mais delicada por conta da recusa dos governos dos países vizinhos em ajudá-los. Essa postura é adotada por temor de que o grupo extremista muçulmano faça alguma represália.
“Até mesmo o acesso à água é negado às pessoas que ousaram fugir do Afeganistão. No entanto, há Cristãos como Ahmad que cava poços de 240 metros de profundidade para oferecer água a quem precisa e aproveita a oportunidade para falar sobre Jesus, a fonte de água viva”.
O nome Ahmad é um pseudónimo adotado por questões de segurança, para evitar retaliações por parte dos radicais islâmicos. “Ahmad é comparado ao apóstolo Paulo da região porque tem como objetivo de vida apresentar a Cristo para refugiados afegãos, que são de maioria muçulmana”.
“Ajudamos as pessoas com roupas, casacos de inverno, sapatos, fraldas, assistência médica e outras questões práticas. Só o fato de cuidarmos delas as deixa curiosas. Por meio do projeto com o poço, cerca de 300 famílias já ouviram falar de Jesus. Elas se reúnem em grupos domésticos", declarou Ahmad.
Ao longo dos últimos anos, ele já foi preso cinco vezes e sua irmã foi agredida por agentes da polícia que queriam forçá-la a negar o Senhor Jesus Cristos. Quando eles perderam o pai, Ahmad foi impedido de comparecer ao funeral por uma multidão de 500 muçulmanos, por exemplo.
Mesmo assim, Ahmad segue anunciando o Evangelho nas oportunidades que recebe, com o objetivo de fazer discípulos de Jesus.
Outro caso de missionário local é o de Ishmaël (também um pseudónimo), que ensina futebol a adolescentes: “Desde o início do projeto de futebol, cerca de quarenta meninas e cem meninos reúnem-se todos os dias. O exercício dá-hes esperança e prazer e isso dá-nos contacto com os seus pais. Alguns nunca ouviram o Evangelho”, relatou.
Dessa forma, uma igreja doméstica está a ser formada de maneira discreta: “Precisamos de sabedoria. Às vezes, não sabemos qual é a melhor maneira de ajudar os refugiados. Portanto, por favor, orem por nós, porque sem a ajuda de Deus, não chegaremos a lugar nenhum”, pediu Ishmaël.
in Portas Abertas
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