10-05-13 - "Testemunhar" ou "evangelizar", é agora chamado de "proselitismo"

A perseguição religiosa a Cristãos em todo o mundo é um tema recorrente entre missionários e líderes Cristãos, devido ao grande número de países quese opõem ao Cristianismo por questões culturais e/ou religiosas.
Os escritores Lela Gilbert, Paul Marshall e Nina Shea, do Centro do Instituto Hudson para a Liberdade Religiosa, escreveram o livro Persecuted: The Global Assault on Christians (em tradução livre, “Perseguição: O Ataque Global aos Cristãos”), em que abordam o tema de maneira bastante extensa.
Uma pesquisa feita pelos autores para a publicação descobriu que, os países de origem muçulmana são os piores e mais perigosos para os Cristãos, sejam eles nativos ou missionários, e que o movimento social chamado de Primavera Árabe tornou essas nações ainda mais intolerantes.
Porém, em termos isolados, a Coreia do Norte ainda é o país mais repressivo ao Cristianismo, de acordo com os autores, pois nenhuma religião é aceite pelo governo: “Há casos descritos no nosso livro sobre Cristãos norte-coreanos sendo sumariamente executados apenas por possuir uma Bíblia”, revelou Shea.
Em 2012, a Nigéria registou o maior número de de Cristãos assassinados, de acordo com informações da Missão Portas Abertas. Esse facto é destacado pelo trio de autores no seu livro: “Durante a Páscoa passada, uma série de igrejas, lotadas de adoradores, foram bombardeadas. E isso já aconteceu várias vezes”, observou Shea.
A escritora Lela Gilbert ressalta que o nível de intolerância ao Cristianismo chegou a um estágio preocupante: “O que nós, como Cristãos, costumávamos chamar de ‘testemunhar’ ou ‘evangelizar’, é agora chamado de ‘proselitismo’; tornou-se uma palavra suja, uma ação proibida”, pontuou Lela Gilbert.
Já Paul Marshall destacou que a ausência de liberdade religiosa é um dos indicadores de uma eventual falência da democracia: “[Nestes países] a liberdade religiosa é considerada como algo à parte; é o que as pessoas praticam ao domingo, apenas [...] Mas, se não se tem liberdade religiosa todos os dias e em todas e quaisquer circunstâncias pelas quais a sociedade passa, não se terá um desenvolvimento democrático em nenhum país do mundo”, ressaltou.




