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Servindo entusiasticamente,
com amor e temor,

para em tudo te enriquecer em Cristo, em toda a Palavra, em todo o conhecimento (1 Coríntios 1:5).

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José Jacinto Carvalho

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04-06-13 - O embuste da “Biblia de 1500 que pode mudar o Cristianismo”

Olho de DeusFalsa Bíblia     Muito tem sido feito da recente descoberta na Turquia de uma Bíblia que têm feito crer ter sido escrita na língua aramaica, há 1.500 anos atrás. Os media muçulmanos, bem como os meios de comunicação ocidentais, rapidamente agarraram-se a isto, alegando que esta Bíblia contém versos atribuídos a Jesus Cristo, em que Cristo prediz a vinda de Maomé. Nenhum meio de comunicação publicou um fac-símile destes versos.

     Esta "Bíblia" está escrita em couro com letras de ouro. A foto da capa da frente mostra inscrições em aramaico e o desenho de uma cruz.

     Para qualquer falante nativo do Assírio Moderno (também conhecido como neo-Aramaico), e que seria o Assírio médio hoje, a inscrição é fácil de ler. A inscrição de fundo, que é a mais claramente visível a partir das fotos publicadas, diz o seguinte:  

    Transliteração: b-shimmit maran paish kteewa aha ktawa al idateh rabbaneh d-d-dera illaya b-ninweh b'sheeta d-alpa w-khamshamma d-maran

     Tradução: No nome de nosso Senhor, este livro está escrito pelas mãos dos monges do grande mosteiro em Nínive, no 1500º ano de nosso Senhor.

     Nínive é a antiga capital Assíria e está localizado no atual norte do Iraque, perto de Mosul.

     A falta de credibilidade deste documento vê-se logo nos erros ortográficos que são imediatamente percetíveis.

     A primeira palavra, b-shimmit maran ("No nome de nosso Senhor"), está erroneamente escrita com um 't' em vez de 'd'. O 'd' no Assírio é o genitivo, e prefixa a palavra que se segue. Ele deveria soletrar-se b-shimma d-maran, não b-shimmit maran (note que a última palavra da frase está escrito corretamente d-maran ("de nosso Senhor.") A primeira palavra também contém outro erro de ortografia. A grafia correta para "nome" em Assírio é ashma, com a inicial 'a' sendo silenciosa. Portanto, quando escrito corretamente, "No nome de nosso Senhor" deverá escrever-se como b-ashma d-maran. A palavra idateh está mal escrita; deveria terminar com um 'a', idata. Além disso, a frase al idateh ("nas mãos") é incorreta, deve ler-se b-idata ("pelas mãos").

     A frase de fundo usa a palavra ktawa ("livro") para se referir ao livro, mas no Assírio a Bíblia nunca é referida como um "livro". Diz-se awreta (Antigo Testamento), khdatta (Novo Testamento), ou ktawa qaddeesha (livro sagrado). Mais significativamente, esta escrita está em Assírio Moderno, que foi padronizado em 1840. A primeira Bíblia em Assírio Moderno foi produzida em 1848. Se este livro foi escrito em 1500 A.D., deve ter sido escrito em Assírio Clássico. É altamente improvável que os monges cometessem tais erros elementares. A inscrição inferior também diz que o livro foi escrito em 1500 A.D.. Se o livro contém versos prevendo a vinda de Maomé, não é nenhum grande feito prever algo 870 anos após o facto, uma vez que Maomé fundou o Islão em 630 A.D.. Trata-se de um enorme embuste.

     A maioria dos meios de comunicação, tanto muçulmanos como Cristãos, intitulam a história com manchetes que dizem "Bíblia com 1500 anos de idade prediz a vinda de Maomé" - sem nenhuma evidência para apoiar isso.

Falsa Bíblia     Para os muçulmanos, as implicações das manchetes são desejáveis, que Jesus Cristo seja um profeta, precisamente como Maomé, e não o Filho de Deus. Al Bawaba, Ministro Turco da Cultura e do Turismo, Ertugrul Gunay, disse: "De acordo com a crença islâmica, o Evangelho [esta Bíblia] trata Jesus como um ser humano e não um Deus. Rejeita as ideias da Santíssima Trindade e da crucificação e revela que Jesus predisse a vinda do profeta Maomé." Comentando sobre os erros no livro, Al Bawaba diz num outro artigo:

     Por exemplo, o livro diz que há nove céus e que o décimo é o paraíso, enquanto no Alcorão eles são apenas sete e afirma que Maria deu à luz Jesus, sem qualquer dor enquanto a história do Alcorão diz que ela teve dores de parto.

     De acordo com o Evangelho, Jesus disse aos sacerdotes judeus que ele não é o Messias, e que o Messias é Maomé. Isto significa a negação da existência de um Messias, que é, na realidade Jesus Cristo, e faz com que Jesus e Maomé pareçam ser uma e a mesma pessoa.

     O livro também contém informações que carecem de credibilidade histórica, como a presença de três exércitos, cada uma composto de 200 mil soldados, na Palestina, quando toda a população da Palestina há 2.000 anos atrás nem sequer chegava a 200.000 pessoas. Além disso, a Palestina estava ocupada pelos Romanos naquela época e seria impossível que a Palestina fosse autorizada a ter qualquer exército ou exércitos próprios. A última frase do capítulo 217 diz que 100 libras de pedras foram colocadas no corpo de Cristo. Isso confirma que o evangelho foi escrito muito recentemente, porque os primeiros a usar a libra como unidade de peso foram os Otomanos nos seus ensaios com a Itália e a Espanha. Esta nunca foi conhecida durante o tempo de Jesus.

     O Capítulo 20 também afirma que as cidades de Jerusalém e Nazaré são portos marítimos.

     Este mesmo artigo termina com "De acordo com muitos estudos, o Evangelho atribuído a São Barnabé foi escrito por um judeu europeu na Idade Média, que estava bastante familiarizado com o Alcorão e os Evangelhos. Ele, portanto, misturou os factos mistos aqui e ali e as suas intenções permanecem desconhecidas."

     Mas, apesar da disponibilidade de informações sobre esta "Bíblia", a maioria dos meios de comunicação muçulmanos, organizações liberais e seculares têm retratado essa descoberta como algo que mina o Cristianismo, ignorando os muitos problemas e falácias graves com este livro e apresentando-o como um facto virtual. De facto, no seu zelo para apoiar a narrativa anti-Cristã, eles têm retido ou suprimido informação que questiona a autenticidade deste livro. Para estas organizações e indivíduos, esta é uma outra ferramenta no seu arsenal para o ataque aos fundamentos da doutrina Cristã. E é isso apenas que este livreco não encontramos melhor termo para ele - é.

     A Bíblia não tem erros. Este documento tem erros grosseiros.

 

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