08-06-13 - Estudante desafiando proibição do governo americano, cita oração durante formatura e é ovacionado pelos colegas

Uma resolução que proíbe os estudantes de orarem em ambientes escolares no Estado da Carolina do Sul, Estados Unidos, foi desafiada por um aluno durante uma cerimónia de graduação.
Ray Costner IV era o orador oficial da sua turma, e protestou contra a resolução ao inserir, no meio de seu discurso uma oração bíblica. A reação do público foi imediata, e os aplausos encobriram sua voz.
A formatura dos alunos do Ensino Médio aconteceu no último dia 1 de junho, e Ray explicou que o seu discurso original tinha sido pré-aprovado pelo governo, mas ele não faria conforme o planeado.
“Eu estou muito feliz por os meus pais me terem levado ao Senhor durante a juventude”, disse o jovem, que complementou: “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o Teu nome; venha o Teu reino, seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dá hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; e não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque Teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém”.
O apoio ao aluno por parte do público desencorajou qualquer tipo de represália por parte dos mestres de cerimónia, que assistiram à corajosa atitude do rapaz impassíveis.
A resolução governamental de proibir orações em escolas e cerimónias públicas ligadas ao Estado deu-se devido a pressões de ativistas ateus. O porta-voz do distrito escolar de Pickens, John Eby, disse que “houveram reclamações da entidade Freedom From Religion Foundation a respeito da existência de manifestações religiosas em reuniões do conselho e algumas outras questões também”.
Perante essa situação, todas as escolas receberam a resolução proibindo orações, permitindo apenas um momento de silêncio aos alunos.
A opção por desafiar as ameaças dos ativistas ateus rendeu diversos elogios nas redes sociais. O porta-voz John Eby afirmou que, como Ray Costner IV agora está formado não há nada que se possa fazer contra ele: “Não vamos punir os estudantes por expressarem suas crenças religiosas. Ele agora é um graduado. Não há nada que possamos fazer sobre isso, mesmo que quiséssemos”.




