13-08-13 - EUA: Dois Cristãos são presos e levados a julgamento por lerem a Bíblia em voz alta num espaço público

Um pastor e um dos crentes da sua igreja foram presos e levados a julgamento por terem lido a Bíblia em voz alta, num espaço público. O caso ocorreu no condado de Murrieta Riverside, na Califórnia, EUA.
O pastor Bret Coronado e Mark Mackey estavam acompanhados de outros crentes na calçada em frente ao Departamento de Veículos Automotores (DMV) e liam as suas Bíblias, quando um agente da polícia de trânsito os deteve dizendo que eles não poderiam “pregar a uma audiência cativa”. As pessoas a quem adirigiam a leitura estavam numa fila à espera do horário de abertura do departamento.
Como não existe no Código Penal da Califórnia nenhum artigo sobre isso, o policial alegou que eles haviam violado a Seção 602.1 (b), que é destinada a proteger empresas que intimidem manifestantes a desocupar as entradas dos seus clientes, em caso de protestos, e prevê prisão por 90 dias ou multa de até US$ 400.00.
Como o pastor e o crente estavam a cerca de 40 metros da entrada do DMV – que não estava em funcionamento laboral – e não estavam a protestar a defesa de ambos alega que a ação do agente foi errada.
A entidade Advocates for Faith and Freedom, formada por advogados e que visa a proteção da fé e liberdade, protocolou uma ação federal contra a Patrulha de Trânsito da Califórnia por detenção ilegal.
Em contrapartida, o promotor Paul Zellerbach decidiu acusar os dois por violação de propriedade do Estado, tido como contravenção no Código Administrativo Califórnia, Seção 1860 (a), que diz que “nenhuma pessoa deve possuir ou transportar qualquer manifestação ou reunião em prédios públicos ou terrenos a menos que tenha obtido uma autorização do referido departamento“.
O facto ocorreu há mais de um ano, porém os imbróglios ligados ao evento protelaram o início do julgamento, que começou no passado dia 5 de agosto.
Os advogado de defesa Nic Cocis e Robert Tyler, conselheiro geral da Advocates for Faith and Freedom, estará defendendo o pastor Bret Coronado e Mark Mackey. “Estes homens estavam com a permissão do direito da Primeira Emenda à liberdade de expressão. Eles estavam simplesmente a dar testemunho da sua fé em propriedade pública, e vamos defender os seus direitos constitucionais. Esta acusação equivale a nada mais do que vingança para a nossa apresentação de uma ação judicial federal”, afirmou Tyler.
A defesa alega ainda que o processo em execução é inconstitucional porque viola o direito da Primeira Emenda à liberdade de expressão e é inconstitucionalmente vaga, violando a cláusula do devido processo da Décima Quarta Emenda. Além de argumentar que a exigência de licença não se aplica porque ambos não estavam envolvidos nma manifestação ou reunião.
Veja o seu testemunho e prisão:




