14-08-13 - Aumenta a hostilidade anticristã na Europa

Os cristãos da Europa enfrentam prisões, multas, vandalismo e penalidades profissionais devido a uma tendência crescente de intolerância social e restrições governamentais, de acordo com um recente relatório. O relatório liga a discriminação a uma onda de novas leis que de forma seletiva afetam os Cristãos.
“São aqueles que lutam para viver de acordo com os elevados requisitos éticos do Cristianismo que experimentam um confronto,” não os Cristãos nominais que se alinham com as tendências predominantes da sociedade, diz o Dr. Gudrun Kugler. Kugler dirige o Observatório da Intolerância e Discriminação contra Cristãos, que lançou o relatório numa conferência internacional sobre tolerância e discriminação na Albânia em maio.
Os países europeus orgulham-se de estar na vanguarda dos direitos humanos, muitas vezes usando foros como o Conselho de Direitos Humanos da ONU para pressionar outros países. Contudo, o relatório revela uma explosão de novas leis que estigmatizam os Cristãos e desafiam os direitos humanos internacionais como a liberdade de consciência, expressão e direitos dos pais. Na Holanda, apesar de um direito de não participar de procedimentos médicos antiéticos, os abortos são parte do treinamento obrigatório de obstetras e ginecologistas.
A Suécia não permite nenhum direito de consciência para profissionais da saúde, parteiras, estudantes de medicina ou farmacêuticos. Os escrivães civis da Irlanda podem ser presos por até seis meses se não celebrarem cerimónias de mesmo sexo. Igrejas podem ser multadas por não permitirem que a sua propriedade seja usada para celebrações de mesmo sexo. A França proíbe discursos negativos contra a homossexualidade. Os pregadores Cristãos de rua, manifestantes pró-vida e um casal Cristão numa conversa particular foram acusados de violar uma lei inglesa contra palavras ou conduta “com probabilidade de provocar importunação, susto ou angústia.”
Embora as marchas de orgulho gay sejam permitidas, o direito dos Cristãos se associarem é visto com suspeita. Protestos silenciosos, aconselhamento e orações na frente de clínicas de aborto podem resultar em prisões por assédio na Áustria. Os donos de uma pensão Cristã na Inglaterra foram multados por não alugarem um quarto em sua casa, onde eles vivem com seus filhos, a uma dupla homossexual. A Holanda exige que os órgãos governamentais quebrem contratos com entidades particulares que objetam participar de uniões homossexuais. Um médico Cristão na Inglaterra foi demitido por mandar por e-mail uma oração aos colegas.
Os pais têm o direito universal de educar os seus filhos. Entretanto, a educação escolar em casa é criminalizada na Alemanha, enquanto a Áustria ameaça tirar os filhos das famílias. A educação sexual explícita da Suécia é obrigatória para crianças, onde uma menina de 11 anos fez dois abortos sem o consentimento dos seus pais. O relatório pressupõe que essas leis estimulam um clima hostil que permite impunidade aos ataques. Um artista da Eslovénia colocou fogo numa cruz — o mesmo ato que ele cometeu 10 anos antes, mas foi inocentado no tribunal. A Associação Polaca de Futebol proibiu cruzes e Bíblias como “materiais racistas e xenófobos.”
Na França, 84% dos vandalismos em 2010 foram contra lugares Cristãos. “Os Cristãos não estão a pedir tratamento especial,” disse Gary Streeter, membro do Parlamento da Inglaterra, “mas procuramos oportunidades iguais, para que convicções sinceras recebam espaço igual nas nossas leis e na nossa sociedade.”




