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22-08-2025 - Muitas igrejas deixaram de disciplinar membros em pecado, revela pesquisa

Muitas igrejas abandonaram a disciplina de membros em pecado

 

     Apesar da existência de disciplinas formais em grande parte das igrejas, a aplicação da disciplina bíblica tem-se tornado incomum, conforme revelou uma nova pesquisa conduzida pela Lifeway Research entre agosto e setembro de 2024. O estudo ouviu mais de 1.000 pastores protestantes e concluiu que apenas um em cada seis relatou ter disciplinado formalmente um membro da igreja no último ano.

     Segundo Scott McConnell, diretor executivo da Lifeway Research, “a infrequência da disciplina bíblica não se deve ao facto de os membros da igreja não pecarem”. Ele explicou que esse tipo de correção só costuma ocorrer “quando um membro não se arrepende de um pecado ou não está mais qualificado para uma função por causa do pecado”.

 

Diferenças

     Mais de metade dos pastores entrevistados nos EUA (54%) disseram que as suas igrejas nunca realizaram disciplina formal durante so eu período à frente da congregação ou não tinham conhecimento de casos anteriores. Outros 22% indicaram que a última ocorrência foi há três anos ou mais

     Em contraponto, 6% relataram a aplicação da disciplina no último ano, outros 6% nos últimos seis meses e 3% no mês anterior à pesquisa. Esses índices são similares aos observados em estudo anterior da própria Lifeway em 2017, de acordo com McConnell.

     O levantamento identificou diferenças significativas entre denominações. Enquanto 47% dos pastores evangélicos não souberam dizer se houve disciplina em suas igrejas, esse número sobe para 70% entre os pastores de tradições mais antigas. Destaque para os metodistas, dos quais 82% afirmaram nunca ter disciplinado ninguém.

     O tamanho da igreja também influenciou os dados. Em igrejas com mais de 250 membrosapenas 35% dos pastores afirmaram que não houve nenhum caso de disciplina — proporção inferior à das congregações menores. “Quanto mais pessoas se tem na igreja, maior a probabilidade de o comportamento de alguém justificar disciplina”, afirmou McConnell. Ele acrescentou que “ensinamentos e tradições também influenciam a disposição da igreja em disciplinar alguém”.

 

Disciplinas

     Apesar da aplicação rara, a maioria das igrejas mantém políticas disciplinares formaisApenas 14% dos pastores disseram que suas igrejas não possuem regras oficiais para esses casos. A responsabilidade por conduzir a disciplina varia:

  • 14% atribuíram a função exclusivamente aos presbíteros;

  • 11% ao pastor principal;

  • 10% à congregação como um todo;

  • 35% afirmaram que diferentes grupos devem entrar em acordo para que a disciplina ocorra.

     Entre as tradições mais antigas, 21% dos pastores disseram não ter qualquer política disciplinar — quase o dobro do índice entre pastores evangélicos (12%). Entre os metodistas, 36% relataram ausência total de diretrizes para disciplina.

 

Base Bíblica e Enfoque Pastoral

     Muitos líderes apontam para a base bíblica da disciplina a igreja, especialmente passagens como Mateus 18:15-17, onde Jesus orienta a abordagem gradual do pecado dentro da comunidade:

     “Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só… se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois... se não escutar, di-lo à igreja, considera-o como um gentio e publicano.”

     Outro texto frequentemente citado é 1 Coríntios 5, onde o apóstolo Paulo exorta os cristãos de Corinto a confrontarem o pecado não tratado, afirmando que “um pouco de fermento leveda toda a massa”.

     O comentarista e ativista cristão Reagan Scott, em artigo de opinião publicado no The Christian Post em 2022, afirmou que a ausência dessa prática resultou em sérias consequências:

     “Por muito tempo, as igrejas americanas se afastaram da prática da disciplina bíblica, e o resultado disso foram alegações de agressão sexual, ganância, heresia no púlpito, normalização do divórcio e do sexo antes do casamento, cobardia quando se trata de confrontar o pecado na nossa cultura, analfabetismo bíblico e muito mais”.

     Para Scott, a omissão da disciplina permitiu a permanência de membros “ilegítimos” dentro da comunhão da igreja, o que comprometeu a sua integridade espiritual.

 

Objetivo: restauração

De acordo com a pesquisa da Lifeway, 83% dos pastores disseram que a intenção de suas igrejas ao aplicar a disciplina é “confrontar com amor e biblicamente o pecado não confessado”, com 51% concordando fortemente com essa definição. A prática é mais comum entre pastores evangélicos (89%) do que entre os tradicionais (74%). Entre os que mais apoiam esse modelo estão os pastores do Movimento Restauracionista (94%) e os batistas (90%).

McConnell finalizou resumindo: “Confrontar pecados não confessados beneficia tanto a igreja local quanto o indivíduo. A maioria das igrejas busca seguir as diretrizes bíblicas nesses casos”. 

- in The Christian Post

 NOTA IMPORTANTE:

A disciplina na igreja local é bíblica (1 Coríntios 5). Visa sempre a restauração do disciplinado (2 Coríntios 2:6-11). Foi o que aconteceu com o crente disciplinado de 1 Cor. 5, como vemos em 2 Cor. 2. As razões para a disciplina bíblica são fundamentalmente duas: mal moral e doutrinal. O motivo da disciplina em 1 Cor. 5 era o mal moral. Em 2 Tim. 2:17,18; comp. 1 Tim. 1:19,20; 1 Tim. 3:9; Fil. 1:27; 1 Tim. 4:1; 1 Tim. 2:7; 1 Tim. 4:6; 1 Tim. 6:12,14,20,21; 2 Tim. 13,17,18; 2 Tim. 3:8,7,10; 2 Tim. 4:7; Tito 1:1315. A disciplina deve ser exercida sempre em última instância, depois de esgotadas todas as possibilidades de restauto do transgressor. Uma vez mais, visa sempre a restauração do mesmo.

 

 

 

 

 

 

 

 

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