28-09-13 - Jornalista do The New York Times relata como passou de agnóstico para um 'defensor de Deus'
O autor revela como Deus o fez deixar de ser agnóstico Escritor de best-sellers e jornalista do famoso jornal Americano The New York Times, Eric Metaxas relatou através de um vídeo recente como é que ele mudou a sua vida ao deixar de ser agnóstico para se transformar num defensor de Deus.
No seu testemunho, Metaxas conta que ele conseguiu traçar as suas próprias conclusões sobre o significado da vida e da religião depois de frequentar a Universidade de Yale, onde se graduou.
Na faculdade, o escritor indica que se sentia sem rumo e que criou uma representação figurada para explicar o sentido da vida. "Eu estava como se estivesse perdido no mar, eu não tinha ideia do que é que eu acreditava, ou quem eu era", disse ele.
E ao aprofundar-se na sua metáfora, Metaxas indica que a busca para o significado do universo se relacionava com a seguinte ideia: "Há um lago congelado, e enquanto o gelo no lago representa a mente consciente, a água sob o gelo representa a mente inconsciente com um inconsciente coletivo", resume.
Por outras palavras, ele pensava que o objetivo da vida e de tudo nas religiões era a mesma coisa, e que ele estava prestes a perfurar o gelo (a mente consciente) para alcançar o consciente coletivo por meio da sua ideia literária.
Apesar de ter crescido numa igreja grega em Nova York, Metaxas não se adaptava à vida da Igreja, por acreditar que a sua congregação "não era uma comunidade de fé", explica.
Segundo ele, a sua ida para a faculdade serviu para questionar as suas crenças. No entanto, a sua vida mudou durante uma noite, quando teve um sonho que o fez perder o que ele pensava que fosse a ideia correta do propósito da vida.
"No sonho, eu estou no Lago Candlewood em Danbury, Connecticut (leste dos EUA), pescando no gelo no meio do inverno. Havia um peixe furando o gelo, tentando colocar a sua cabeça fora. Se pescarem no gelo, sabem que isso nunca acontece", conta ele.
Ele continua, e diz que "Eu estendi a mão para segurar o peixe. A luz do sol era tão brilhante que eu enxerguei apenas um lado do peixe, onde não aparecia o bronze, e sim o ouro, e de repente eu percebo que estou a segurar a vida, um peixe dourado", acrescenta.
Metaxas diz que quando acordou, entendeu que era como se Deus estivesse a falar com ele através de um "vocabulário secreto" no seu coração. Ele descobriu então que o seu sonho e os pensamentos que formavam as suas as crenças são similares em alguns aspetos. E acrescentou que, como ele estava a segurar o peixe no seu sonho, ele também concluiu que "Deus operou em mim por meio de um simples pensamento meu".
Na sua reflexão, Metaxas ainda indica que foi como Deus tentasse interferir para se entregar a algo maior que acabasse com a necessidade de entrar em conflito com as dúvidas do seu inconsciente: "Foi como se Deus me dissesse, por assim dizer, 'Eric, querias tocar na água inerte, este inconsciente coletivo, mas eu tenho algo a mais para ti, Eu tenho o Meu filho, Jesus Cristo, o filho de Deus, o teu Salvador'", complementa.
Na sequência, ele relata que foi trabalhar no dia seguinte e contou ao seu colega de trabalho o sonho, que lhe respondeu que significava que havia aceitado Jesus, dado a sua experiência como um indivíduo que duvidava da fé. Metaxas admite que nunca pensou que ele fosse dizer estas palavras, que num ponto o fez estremecer até ouvir alguém pronunciá-las.
"Eu tinha sido treinado em Yale para evitar as pessoas assim, que seriam pessoas estranhas", disse Metaxas referindo-se aos Cristãos que professavam a crença em Deus.
No entanto, logo depois ele viu-se como um Cristão que hoje rejeita a ideia de uma fé cega.
"Não há tal coisa como fé cega, isto é algo que possui uma interpretação errada, pois a fé só pode ser fé dentro daquilo que é real", prossegue Metaxas.
"Não há dúvida, em retrospetiva, que Deus é real e eu gostaria de ter descoberto isto mais cedo", conclui.




