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Servindo entusiasticamente,
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10-11-2025 - Ucranianos distribuem Bíblias no meio da guerra: ‘Não há ateus nas trincheiras’

Para os cristãos, há esperança em meio à guerra na Ucrânia. (Foto: Reprodução/Unsplash/Max Kukurudziak) 

Para os Cristãos, há esperança no meio da guerra na Ucrânia. (Foto: Reprodução/Unsplash/Max Kukurudziak)

 

     Recentemente, durante uma conferência no Fórum de Liderança Europeia — encontro anual cristão — ucranianos testemunharam o poder de transformação do Evangelho no meio da guerra.

     Na sessão “O que está acontecendo na Ucrânia: vozes de pessoas no terreno”, um pastor em Kiev, que coordena projetos dentro e fora do país, abriu espaço para alguns testemunhos.

     Na ocasião, quatro mulheres contaram uma lista de casos de cristãos que perderam a vida após serem atingidos por drones russos.

      No entanto, apesar das circunstâncias desafiadoras, ainda há motivos de esperança: “No meio das muitas coisas más, Deus também faz muitas obras”.

     Como exemplo, as cristãs citaram o serviço de capelania militar, que era praticamente inexistente antes da guerra. 

     Agora, muitos cristãos servem nas forças armadas, levando esperança por meio de orações e estudo da Bíblia.

     Alguns missionários na linha de frente distribuíram milhares de Bíblias à prova d'água e lideraram orações em grupo. 

     “Não encontramos nenhum ateu nas trincheiras”, disse um pastor que serve na frente de batalha. 

 

‘Servir a Deus e as pessoas’

     Desde o início da guerra, as igrejas bíblicas na Ucrânia estão lotadas. Uma congregação chegou a alimentar 17.000 pessoas nos três anos de guerra. 

     Assim como esta comunidade, centenas de outras igrejas prestam apoio psicológico e espiritual, promovem momentos de oração, oferecem abrigo de longo prazo, realocam pessoas em situação de necessidade para projetos em outras regiões e coordenam a recepção de milhões de euros em ajuda humanitária vinda de doadores de toda a Europa e de outros lugares do mundo.

     A conferência terminou encorajando os participantes a se alegrarem com tudo o que Deus está fazendo por meio de seu povo na Ucrânia, mesmo no meio da dor, frustração e angústia.

     “Uma menina perguntou-me por que eu vim morar aqui. A resposta é simples: ‘O desejo de servir a Deus e às pessoas’”, afirmou uma missionária checa grávida que, juntamente com o seu marido e um filho pequeno, se mudou para Kiev há um ano. 

 

Desafios da guerra

     Apesar do poder de Deus ser manifestado no meio do caos, na conferência, as cristãs enfatizaram o trauma vivido pelas crianças e como elas também sentem o desgaste emocional e psicológico por meio das experiências dos seus familiares.

     No leste da Ucrânia, algumas crianças passam a ser alvo direto à medida que são transferidas para o controlo russo, onde passam por um processo de ‘russificação’, no qual devem aprender símbolos e canções que glorificam a cultura do agressor. 

     Segundo as ucranianas, se a guerra continuar, algumas crianças serão enviadas de volta à Ucrânia para lutar contra o seu país de origem.

     Na ocasião, as mulheres também destacaram que, após tantos meses de perdas e destruição, não é apenas o resto do mundo que vem perdendo o interesse num conflito que se arrastou com o tempo — são os próprios cidadãos que agora precisam de seguir com as suas vidas e encontrar formas de colocar a guerra em segundo plano.

     “O assustador é atingir um estado de dessensibilização emocional que bloqueia a sua capacidade de reagir humanamente ao que está acontecendo ao seu redor”, explicaram elas.

     Assim que um homem é chamado para servir na linha de frente — seja ele estudante ou funcionário de escritório — a sua vida muda drasticamente de um dia para o outro: “Pessoas normais passam por uma mudança de identidade”.

     Já se passaram mais de 3 anos desde o início da guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

     Durante esse período, 300.000 pessoas na Ucrânia sofreram algum tipo de deficiência devido à guerra. Cerca de 1,6 milhão de crianças se lembrarão da violência e do stress de um conflito para o qual não estão emocionalmente preparadas.

     Em 2021, 6,7 milhões dos 44 milhões de habitantes do país fugiram como refugiados — muitos para a Europa Ocidental. Outros 5 milhões estão deslocados internamente, buscando refúgio em áreas mais a oeste, longe das linhas de frente.

- in Evangelical Digital

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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