01-12-13 - Estados Unidos lembraram-se do dia em que foram forjados na fé
Nesta semana transata os EUA celebraram o Dia de Ação de Graças. Todos os anos, em novembro, os americanos celebram o Dia de Ação de Graças. É uma tradição que remonta a 1621, quando os peregrinos celebraram uma colheita bem-sucedida junto dos nativos. Durante séculos, a festa continuou e, em 1863, o presidente Abraham Lincoln tornou o dia num feriado nacional oficial. Ele denominou-o de Dia de Ação de Graças e Louvor a Deus, mas este é também um momento para ser recordada a fé em que a nação foi fundada.
Rod Gragg trava uma batalha para provar que a América não foi apenas ligeiramente moldada pela fé nas suas origens como nação, mas estava saturado de Cristianismo, liderada pelo pensamento bíblico em todas as facetas da sua vida.
O autor de "Forged in Faith" [Forjados na Fé], disse que o país foi colonizado pelos britânicos num momento em que o seu país brotava fervor religioso.
"Foi nessa atmosfera que esses ingleses vieram para a América e trouxeram a fé bíblica. E sobre essa fé, essa visão judaico-Cristão do mundo, foi estabelecido o governo, a lei e a cultura norte-americana", diz Gragg .
Das duas primeiras colónias, alguns pensam em Plymouth como tendo sido a base religiosa e Jamestown como a base secular.
Mas Gragg disse que Jamestown também estava imersa na fé Cristã.
"Eles trouxeram um capelão. Eles ergueram uma cruz em Cape Henry. A Assembleia Legislativa reuniu-se pela primeira vez numa igreja, inaugurada em oração e tendo orado várias vezes ao dia ", diz o autor.
E tendo uma religião que fala de livre-arbítrio, eles fundaram um governo livre como o eixo central de cada colónia e do estado que se seguiu.
Quando os peregrinos chegaram, fizeram um pacto - basicamente a Primeira Constituição - que reflete a crença de que as pessoas livres podiam governar-se por leis bíblicas.
"Esse precedente foi estabelecido para o auto-governo baseado na fé ", diz Gragg.
Os estudantes de história creem que a raiz da Revolução Americana foi a rebelião económica por causa dos impostos. Mas Gragg diz que não foi.
"As pessoas não arriscam as suas vidas e sofrem como fizeram os norte-americanos durante a revolução só para economizar alguns dólares em impostos."
Ele observa que os americanos estavam mais aborrecidos com a Inglaterra por ofenderem a sua crença de que Deus dignifica cada pessoa com os direitos fundamentais.
"Eles acreditavam que o governo britânico aboliu os chamados direitos inalienáveis dados por Deus", diz ele.
O Cristianismo era tão importante, então, que o clero foi uma forte arma na revolução. "A formação do pensamento e motivação do povo americano em princípios bíblicos era de tanta influência, que os membros do governo britânico referiam-se ao clero norte-americano como o "regime negro". Não havia ninguém nos Estados Unidos com tanta influência como os ministros", disse ele.
Não é de surpreender que o grande despertar havia sido incendiado recentemente movendo o avivamento religioso nas colónias.
Rod Gragg diz que "foi um grande movimento que moldou o pensamento do povo americano e dos seus líderes, e lhes deu esta perspetiva bíblica que se reflete nos nossos documentos fundadores."
E esses documentos fundadores tornaram-se na glória de um povo livre dedicado a um Deus de amor que eles acreditavam que lhes deu essa liberdade preciosa.
"A Declaração de Independência foi a declaração de missão. A Constituição era a regra. E a Declaração de Independência está ligada à linguagem da fé. Não é por acaso que a Declaração começa por dizer que todos os homens são criados iguais e são dotados pelo seu Criador de certos direitos inalienáveis: a vida, a liberdade e a busca da felicidade", diz Gragg.
Os líderes que escreveram esses documentos e moldaram a nação ficariam surpresos se ouvissem as palavras do seu líder atual, que recentemente disse que os Estados Unidos não são uma nação Cristã.




