09-12-13 - Pesquisa: Educação Cristã “fraca” de pais crentes afasta filhos da fé
O crescente abandono da fé por parte de adolescentes vem sendo objeto de debate há muitos anos. Um novo estudo, conduzido pelo ministério Focus on the Family [Foco na Família] pretende apresentar possíveis respostas sobre a tendência entre os jovens adultos.A pesquisa recebeu o nome de “Participação na Fé e Retenção entre os Milenares”. Como o título indica, o foco principal são as opções religiosas da chamada geração milenar (nascidos entre 1980 e 2000) e descobriu que apenas um pequeno percentual mantém a sua fé desde a infância.
O principal motivo é a falta de uma formação clara no lar sobre a questão espiritual. O estudo utiliza dados da pesquisa anual do Instituto Pew e da Fundação Nacional de Ciência Social. Cerca de um quinto (18%) dos jovens adultos criados em lares com pouca influência religiosa declaram não ter atualmente nenhum vínculo com uma fé específica. Por outro lado, 60% por cento dos milenares afirmam que “mantêm a fé”.
Entre os que afirmam ser “sem religião”, apenas 11% disse que tinha uma fé forte enquanto criança e viviam numa casa onde uma fé viva era praticada e ensinada. Por outras palavras, a grande maioria dos jovens que deixam o Cristianismo não viveram em famílias com fortes convicções espirituais.
“Esta não é uma crise apenas de fé, mas também é dos pais”, observou o Focus on the Family. ”Os pais que possuem um lar onde uma fé vibrante é praticada, ainda que de modo imperfeito, são muito mais propensos a criar jovens que continuem sendo Cristãos sérios, mesmo que às vezes passem por crises e questionamentos”, disse o estudo. “Não é surpresa que onde a fé dos pais é ‘morna’, as crianças não persistem mais quando envelhecem”.
O estudo também aponta que 20% dos jovens adultos decidem mudar as suas crenças, embora a maioria saia de uma denominação cristã para outra. Em geral, o número dos sem religião cresceu cerca de 10% nos últimos 20 anos. Contudo, entre os milenares, muitos desses “sem religião” não abandonaram a fé por completo, mas sim dizem serem espirituais, contudo sem se vincularem a uma igreja.
O estudo tratou também da questão sobre por que os jovens adultos que se envolvem menos com a comunidade (isso inclui a igreja), são mais propensos a ver as pessoas religiosas como hipócritas ou excessivamente conservadoras. A resposta parece ser a falta de bons modelos.
Além disso, o estudo observou que os que tiveram uma criação menos religiosa tendem a adiar o casamento e a paternidade. ”Ter modelos fortes de casamentos e de famílias na infância é um importante fator também na questão da igreja”. Entre as principais conclusões do estudo, está que as famílias que ensinam as crianças de maneira constante sobre a fé, desde a primeira infância, têm um maior “índice de retenção” na idade adulta.
Outro fato importante é que as Igrejas que ensinam a Bíblia continuam a crescer. O motivo é que os jovens de hoje querem viver “algo maior que eles mesmos”. Os milenares querem uma fé séria, fundamentada, não uma forma de entretenimento.




