15-03-14 - Ex-polígama mórmon diz que mulheres são ameaçadas nas escrituras mórmons
A mórmon Marion Munn fez parte de um casamento plural durante dezoito anos.Ex-polígama mórmon, integrante de uma união conjugal com a participação de várias esposas, relatou recentemente que aceitar a união de um marido com várias mulheres é como sofrer com um adultério e ainda ter a amante na sua própria casa.
Marion Munn fez parte de um casamento plural de dezoito anos, depois de se converter ao fundamentalismo mórmon, da chamaada Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Contudo, mesmo depois de viver tanto tempo sob tais condições, Munn afirma que não estava feliz e agora prefere falar dos riscos do costume.
"Tem que se sorrir e fingir que está tudo bem, porque isso faz parte da cultura. Eu pessoalmente não quero vivê-la, pois me sinto coagida a aceitar algo que eles impõem como uma questão de fé", destacou Munn ao diário britânico Daily Mail.
Em 2013, o estado do Utah, oeste dos EUA, onde boa parte da população é mórmon, decidiu que aumentaria a liberdade para as famílias polígamas. Assim, uma deliberação anterior para a coabitação foi derrubada por violar a liberdade de religião.
Como contrapartida ao caso de Munn, Kody Brown, patriarca mórmon, defende que a poligamia é um estilo de vida absolutamente normal e aceitável, se todas as pessoas estiverem de acordo com o que foi pré-estabelecido.
"Apesar de sabermos que muitas pessoas não aprovam as famílias plurais, esta é a nossa forma de viver a nossa família, com base nas nossas crenças", afirmou Brown com a esperança de que haja um respeito mútuo entre pessoas de outras unidades familiares.
No fim, Munn coloca outro contraponto, ao ressaltar a discriminação dos mórmons com as mulheres. "Certamente que a poligamia dos mórmons não nos deixa muita escolha, pois as escrituras mórmons ensinam a uma mulher que se ela não consentir a poligamia, Deus irá destruí-la", resume.




