19-03-14 - Prostitutas podem escolher: cadeia ou igreja
Em vez de ser levadas para a prisão, as prostitutas presas nas ruas de Phoenix, Arizona, EUA, são levadas até uma igreja, onde podem decidir se preferem submeter-se a uma terapia ou ir ficar numa cela na penitenciária estadual.Conhecido como Projeto ROSE, este programa afirma ter recuperado mais de 350 mulheres, desde que começou, em 2011. Idealizado pela diretora do Gabinete de Tráfico Sexual do estado do Arizona, Dominique Roe-Sepowitz, que deixa claro que é Cristã. Ela explica que o objetivo é oferecer acesso à saúde, habitação e outros serviços de apoio para as profissionais do sexo mudarem de vida.
As que já passaram pelo programa ou possuem algum mandato pendente por outros crimes, não podem participar. Agora, ativistas locais estão a pedir a extinção do Projeto ROSE, acusando os seus organizadores de coação religiosa.
O tenente James Gallagher, o ex-chefe de polícia de Phoenix, afirma que a questão é muito mais complexa do que isso. A professora Roe-Sepowitz explica que só está a tentar ajudar as mulheres a encontrar um novo caminho e a sair deste estilo de vida perigoso.
Ela afirma que 35% das mulheres que passaram pelo Projeto ROSE, atualmente têm vidas mais saudáveis e produtivas.
Nos últimos anos, a polícia em várias Estados dos EUA mudaram as leis sobre prostituição, na maioria das vezes procurando fazer uma “abordagem mais humana” e diminuindo as penas, além de programas alternativos, mas nenhum como a do Arizona.
Um estudo de 2013, realizado pelo Instituto de Medicina e do Conselho Nacional de Pesquisa que examina o tráfico sexual e a exploração de menores, recomendou “abordagens colaborativas capazes de unir pessoas e entidades de diversos setores para resultados mais duradouros.”
Mesmo assim, o movimento que pede o fim do Projeto ROSE, acusa a igreja de fazer “imposição moral” sobre as mulheres presas.




