28-05-14 - Intolerância e perseguição religiosa contra Cristãos cresce na Europa, dizem pesquisadores
O relatório de uma pesquisa realizada em 2011 sobre perseguições sofridas por Cristãos na Europa mostrou que tais incidentes estão a crescer no Velho Continente.O Observatório sobre a Intolerância Religiosa e Discriminação na Europa (ODSMA) afirmou que na Inglaterra, 74% da população entende que os Cristãos são tratados com injustiça com mais frequência do que os adeptos de outras religiões. Na Escócia 95% dos atos sectários são praticados contra Cristãos, enquanto apenas 2,3% são contra judeus e 2,1% contra muçulmanos.
Na França, os dados do Observatório apontam que as agressões a locais de cultos Cristãos cresceram 84%. As manifestações hostis geralmente são feitas com palavrões à porta dos templos.
O porta-voz da entidade ressaltou que em todo o mundo, mais de 100 mil Cristãos são mortos anualmente por conta de perseguição religiosa. No século XX, a soma de mártires chegou a 45 milhões.
A intolerância acontece por diversos factos, e o impacto dessas agressões atinge a liberdade religiosa, de expressão e de consciência, assim como gera discriminação política, exclusão dos Cristãos na política e sociedade, afronta aos símbolos religiosos, e insultos, difamação, incidentes de ódio, vandalismo e profanação.
Na Alemanha vem sendo registada forte oposição à liberdade de associações religiosas para realizar campanhas contra o aborto. Na cidade de Jersey, Inglaterra, os Correios recusaram-se a entregar um pacote com um CD com a mensagem do Evangelho de Marcos.
Em diversos países vêm sendo registados casos de ameaças de patrões a empregados que fazem objeções de consciência sobre o aborto e a eutanásia. O caso mais notório é o do governo holandês, que tem ameaçado exonerar servidores públicos que, por razões de consciência, se opõem à celebração de parcerias civis gays ou lésbicas.
Por fim, segundo o Protestante Digital, inúmeros casos de “vandalismo e profanação de igrejas e objetos sagrados” vêm-se registando em países como Áustria, Alemanha, Espanha e França.




