09-06-14 - Internet e educação estão acima da religião, de acordo com estudo realizado nos Estados Unidos
Um estudo recente sobre o comportamento social dos norte-americanos, realizado pela Universidade de Chicago (EUA), indicou que o uso da Internet e a formação académica à frente da religião numa lista de prioridades, justificando a queda significativa da população em número de adeptos de igrejas.Outra pesquisa da Olin College of Engineering, de Massachusetts (EUA), também revela que a proporção de americanos sem nenhuma preferência religiosa aumentou em 10% nos últimos vinte anos. Da mesma forma, caiu o número de protestantes, em 10% nos últimos vinte anos segundo a agência MIT Technology Review.
Os números são levantados através da instituição General Social Survey (GSS), que mede o comportamento da população americana desde 1972. E com perguntas sobre o tema religião, a agência pôde constatar como os americanos têm colocado outras coisas à frente da fé.
A queda de interesse pela religião começou a aparecer na década de 1980, e o que consegue manter a afiliação religiosa em dia são os lares com famílias que possuem uma rotina ligada à fé, enquanto o aumento ao acesso de informações sobre outras crenças afasta quem já tinha tendência em mudar as suas concepções.
Dentro destas circunstâncias, a Internet tem sido uma grande colaboradora para diminuir a filiação religiosa. Para o estudioso Allen Downey, da Olin College, é difícil mas não impossível imaginar razões plausíveis para crer que o uso da Internet influencia na falta de religiosidade, pois é meio de interagir com pessoas de outras crenças (ou sem nenhuma).
Numa escala menor, a preocupação com a universidade também reduz a população religiosa. Contudo, Downey destaca que ainda há outros fatores menores que devem ser estudados, já que cerca da "metade da variação observada permanece sem explicação", segundo ele.




