18-06-14 - David Cameron: os nossos políticos deveriam inspirar-se no Cristianismo
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, mantém a sua afirmação de que a Grã-Bretanha é um "país cristão", ao escrever que crê "muito profundamente que devemos estar confiantes" nesse estatuto como nação.As declarações de Cameron foram incluídas no prefácio do programa para o Pequeno Almoço Parlamentar Nacional anual, que ele participou junto com Ed Miliband - a primeira vez que um primeiro-ministro e líder da oposição comparecem neste evento com 20 anos de história.
Organizado em parceria pelos Cristãos no Parlamento e a Sociedade Bíblica, o pequeno-almoço teve cerca de 700 deputados, líderes religiosos e representantes de caridade na reunião realizada em Westminster, celebrando, participando em seminários e ouvindo o arcebispo de Cantuária, Justin Welby - que compartilhou uma mesa com o primeiro-ministro – que deu um discurso sobre o papel da Igreja na sociedade moderna mundial.
A participação de Cameron no evento foi notável, uma vez que ele causou ondas em abril deste ano, quando declarou que, apesar do seu multi-culturalismo, o Reino Unido continua, no âmago, um "país Cristão".
Apesar de muitas figuras notáveis terem concordado que histórica e culturalmente a Grã-Bretanha, de facto, tem uma forte herança Cristã, outros ficaram indignados com as declarações do Primeiro Ministro. Uma carta aberta, assinada por 50 líderes académicos e cientistas, incluindo o autor Philip Pullman e radialista Dan Snow - condenaram Cameron, argumentando que as suas palavras serviram para "fomentar a divisão na nossa sociedade".
Apesar destas acusações, no entanto, Cameron insistiu que ele continua convencido de que o estado da Grã-Bretanha é inerentemente Cristão.
No seu prefácio, Cameron foi mais longe nos seus comentários, sugerindo que outros políticos fariam bem em voltar à fé Cristã.
"Acredito profundamente que devemos estar confiantes na Grã-Bretanha sobre o nosso estatuto como país Cristão. Por isso acho que é absolutamente correto que o nosso Parlamento expresse essa confiança através deste pequeno-almoço de oração anual", escreveu ele, segundo o The Telegraph.
"Uma maior confiança no nosso Cristianismo também pode inspirar uma crença forte no nosso trabalho como políticos para alcançarmos e fazermos a diferença na vida das pessoas - e isto deve inspirar o nosso apoio às igrejas e organizações religiosas no trabalho vital que fazem na nossa sociedade e em todo o mundo.




