28-07-14 - Ex-lésbica conta como passou a ser atraída por outras mulheres e testemunha mudança de vida: “Sou liberta da homossexualidade”
Uma ex-lésbica narrou seu testemunho num artigo e revelou os motivos que a levaram à homossexualidade já na fase adulta. Christine Sneeringer (na foto) apontou para os problemas afetivos com sua mãe como uma das principais causas de sua experiência homossexual.“De repente, como um véu levantado, percebi, aos 22 anos, que o que meu pai me tinha dito há anos era verdade: a minha mãe não me amava”, escreveu Christine. No seu relato, ela afirma que havia começado a sua jornada no Cristianismo quando iniciou a sua trajetória na homossexualidade, coincidentemente enfrentando a crise de saber que era desprezada pela sua mãe. “Como uma jovem adulta em que eu me havia tornado, estava agora a tentar ligar-me à minha mãe pela primeira vez na minha vida”, afirmou.
As instabilidades familiares na infância, testemunhando o pai alcoólatra ser violento com a sua mãe, e como reação, vendo a sua mãe a afastar todo e qualquer traço de feminilidade, causou em Christine a sensação de que ser feminina era ser fraca, e portanto vulnerável a agressões.
“Olhei para o meu irmão mais velho e decidi que queria ser como ele. Eu saía com ele sempre que ele me deixava, usava as roupas largas e até copiei seu estilo de escrita manual. Eu queria ser qualquer coisa, menos uma menina. Preferia desportos do que brincar com bonecas. Joguei a liga infantil de basebol quando eu tinha 10 anos e futebol americano durante anos com os meninos da vizinhança”, contou.
Como resultado da falta de afeto materno, Christine disse que “tinha uma fome profunda de amor feminino”, o que a levou a associar tal desejo com o sexo em si.
A mudança de postura começou quando, em 1989, uma colega lhe propôs fazer uma oração num alojamento da Universidade de Tampa. “Eu não senti nada diferente, mas no fundo eu sabia que algo havia mudado. Eu sabia que eu falava sério com Deus. Tornar-me Cristã não resolveu instantaneamente a minha orientação lésbica”, narrou, lembrando que por muito tempo, ainda sentia atração por outras mulheres.
Tempos depois, Christine sentiu que a “mudança acontecia gradualmente de dentro para fora”, quando pôde refletir com clareza sobre seu comportamento e história de vida: “Em primeiro lugar, as crenças equivocadas sobre os homens e as mulheres foram colocadas de lado, pois eu havia conhecido mulheres piedosas fortes na igreja, que desmantelaram a sua postura de que a crença de ser feminina significava ser fraca. Eu também conheci homens que me trataram com dignidade e respeito, o que me deu liberdade para abraçar o meu género. Pela primeira vez senti-me segura como mulher. Eu até comecei a apresentarme com meu nome completo, Christine, porque eu não queria mais esconder o facto de que eu era uma rapariga", disse.




