04-08-14 - Médico missionário norte-americano infetado com vírus do ébola apresenta "melhoras"
O missionário médico norte-americano Kent Brantly (na foto), infetado com o vírus ébola na África Ocidental, mostra sinais de "melhoras", afirmou, este domingo, Tom Frieden, diretor do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, em Atlanta."É encorajador ver que, aparentemente, melhorou. É muito importante e esperamos que continue a melhorar", disse Frieden, numa entrevista ao canal de televisão Fox.
Brantly, de 33 anos, chegou aos Estados Unidos da América no sábado e permanece internado em isolamento no hospital da Universidade de Emory, em Atlanta, na Geórgia.
Frieden afastou a possibilidade de contágio, ao comentar os temores desencadeados pelo transporte do médico da Libéria para os Estados Unidos, que incluiu uma paragem técnica do avião na Base das Lajes, nos Açores.
Espera-se que, nos próximos dias, chegue ao mesmo centro hospitalar a enfermeira missionária Nancy Writebol, também contagiada pelo ébola na Libéria.
Os dois norte-americanos trabalham para a organização missionária de socorro a situações de catástrofes, Samaritan"s Purse (A bolsa do Samaritano) presidida por Franklin Graham, em Monrovia, na Libéria.
Na semana passada, o jovem médico recebeu uma transfusão de sangue de um adolescente de 14 anos que tinha sobrevivido ao vírus, depois de ter sido tratado pela equipa de que Kent Brantly fazia parte.
“O rapaz e a sua família queriam poder ajudar o médico que lhe salvou a vida”, disse Franklin Graham, presidente da Sataritan’s Purse.
A ideia, experimental, é fazer uma transfusão de sangue a partir de um sobrevivente, esperando que o sistema imunitário do receptor consiga combater a infecção.
As autoridades norte-americanas elevaram para o nível máximo o alerta para viagens à Guiné-Conacri, Serra Leoa e Libéria devido ao surto do Ébola.
A epidemia de ébola nestes três países africanos já contabilizou 1.323 contágios e 729 mortos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). A Nigéria só contabilizou um caso, de uma pessoa que chegou a Lagos, oriunda da Libéria.
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