16-09-14 - Design Inteligente desembarca no Brasil e desafia evolucionismo
O 1° Congresso Brasileiro de Design Inteligente ocorre em novembro e culminará com a fundação da Sociedade Brasileira do Design Inteligente.
A Teoria do Design Inteligente (TDI), que defende uma causa inteligente como a criadora de toda matéria e vida, chegou de vez ao Brasil e já cria os seus alicerces em terras tupiniquins por meio do 1° Congresso Brasileiro de Design Inteligente. O evento, irá acontecer no hotel The Royal Palm Plaza, em Campinas, São Paulo, nos dias 14, 15 e 16 de novembro e é organizado pelo professor Marcos Eberlin, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e membro das Academias Paulista e Brasileira de Ciências, e pretende debater a química em nível molecular e a cosmologia em suas diversas nuances. O encontro promete ser um marco na discussão científica em torno da origem do Universo e da Vida.
“Como cientistas, pagos com recursos públicos não temos opção, mas a obrigação de, deixando nossas preferências em casa, avaliar as duas causas possíveis e contar à população a verdade dos dados. Esses dados apontam como nunca antes, para a maior descoberta científica de todos os tempos em ciência, a de que fomos planeados. A TDI se propõe então a fazer ciência plena e sem pré-conceitos, de como o Universo e a Vida são, e como deveriam ter sido formados”, defende Eberlin.
A TDI estuda e analisa recentes dados científicos sobre os eventos que deram origem ao Universo e aos seres vivos, inferindo que os padrões de inteligência revelados através da complexidade irredutível dos seres vivos conduzem às evidências de uma inteligência organizadora. Em seu arcabouço teórico, a TDI reúne metodologia e conhecimentos interdisciplinares de estudos dos seres vivos em nível molecular, e através de inferências baseadas em fatos observáveis, propõe uma reinterpretação da origem da vida.
Com isso, uma das principais conclusões é de que não existem processos naturais não guiados conhecidos que poderiam ter formado os intrincados sistemas que compõe a vida. “Nem a informação semântica e aperídica que governa a vida, como sugere a evolução darwiniana. A ciência só conhece uma causa para tal complexidade e informação: mentes inteligentes. Assim, há evidências claras hoje em Ciência contra a ação de processos naturais e em favor do Design Inteligente”, explica o académico.
Polémicas
A TDI ao longo de sua existência enfrentou diversas polémicas, principalmente por causa da comunidade académica ateia que compartilha da visão naturalista de que a vida e o universo foram gerados por processos naturais não guiados e são refratários a ideias contrárias.
A própria menção ao evento foi retirada da agenda do Portal da Unicamp, após manifestações na página da rede social Facebook da universidade. Alguns alunos chegaram a classificar a divulgação do evento pela universidade como algo “vergonhoso”.
“É lamentável que a ciência não seja, como deveria, o fórum da livre discussão de teses, sem preconceitos, sem compromissos predefinidos. Pena que não procure, como deveria, o pleno conhecimento sobre o Universo e a vida. Que a ciência, na visão de muitos de seus líderes, seja declarada e protegida como território exclusivo de religião naturalista, onde não se admite questionamento da fé absoluta – e muitas vezes irracional – do poder absoluto das leis naturais. Mas, felizmente, embora se tente sufocá-las, vozes têm se levantado, cada vez mais fortes, com autoridade, e com mais e mais frequência, para mudar esse estado de coisas, para reestabelecer a correta interpretação dos fatos científicos sobre a vida e o Universo”, comentou Eberlin.
Origens
A TDI moderna surgiu nos EUA na década de 1980 e desde então tem ganho adeptos em todo o mundo, possuindo hoje inúmeros académicos, cientistas, profissionais e estudiosos que compactuam com sua visão teórica. Em seus quadros reúne prestigiados cientistas de todas as áreas, como química, bioquímica, biologia, física, estudiosos de filosofia, ética, teologia, ciências sociais, arqueologia.




