01-10-14 - Associação agnóstica inglesa cria campanha “para entender sentido da vida”
Os passageiros do metro de Londres (Inglaterra) verão nas próximas duas semanas centenas de cartazes espalhados nas estações com frases de grandes pensadores humanistas.A iniciativa é da ONG British Humanist Association [Associação Humanista Britânica] que tem como objetivo disseminar os pensamentos seculares para uma sociedade cada vez mais agnóstica, como são os ingleses.
“Apesar de metade da população do Reino Unido se declarar agnóstica, as perspectivas humanistas sobre as grandes questões da vida humana ainda não alcançam tantas pessoas quanto aquelas de temática religiosa”, disse a entidade em entrevista à BBC.
As frases espalhadas são assinadas por nomes como George Eliot e Virginia Woolf e os filósofos Bertrand Russell e A.C. Grayling, mostrando a perspectiva humanista às grandes questões da existência humana.
Além dos cartazes essas frases também serão compartilhadas nas redes sociais junto com testes de perguntas e respostas para encorajar o público a refletir sobre a vida.
“As nossas escolas públicas ensinam religiões, mas outras visões de mundo não-religiosas, como o Humanismo, não recebem tratamento semelhante”, reclama a BHA que cita a falta de uma participação agnóstica em programas como o “Thought for the Commute” [Pensamento para os passageiros], da BBC Radio 4.
“A nossa imprensa pública, a BBC, transmite orações e sermões, mas raramente vemos um conteúdo com questões de valor e significado de um ponto de vista humanista. Como resultado, muitas pessoas cujas crenças são essencialmente humanistas não se dão conta deste facto”.
A ONG BHA tem como meta promover o Estado secular oferecendo programas voltados para pessoas agnósticas “que buscam viver vidas éticas e completas com base na razão e na humanidade, promovendo um Estado secular e tratamento equânime em lei e política, independente da religião e da crença”.
NOTA de esclarecimento:
O humanismo tem causado um impacto negativo na nossa cultura e isso merece-nos uma atenção especial. Tem causado impacto em todas as pessoas, e especialmente sobre a vulnerável e ingénua juventude nas escolas e universidades, e muitos produtos adultos dessas instituições que ainda trazem cicatrizes espirituais.
Nós somos todos a favor do ser humano, mas humanismo não é o mesmo que humanitarismo. O humanismo é uma filosofia ímpia que tem permeado os nossos governos e instituições, e se tem tornado num pretexto para as nossas instituições educacionais mais importantes.
Os principais humanistas codificaram o seu credo em 1933 com o Manifesto Humanista, que diz: “Os humanistas religiosos olham para o universo como auto-existente e não criado. O humanismo afirma que a natureza do universo descrito pela ciência moderna torna inaceitável qualquer garantia sobrenatural ou cósmica dos valores humanos”.
Os humanistas crêem que Deus não existe. O homem é por conseguinte responsável pelo seu próprio destino e é comandante do seu próprio destino e senhor da sua própria alma.
O 2º Manifesto Humanista, publicado em 1973, declarou de novo a hostilidade dos humanistas para com o Cristianismo: “Como em 1933, os humanistas ainda crêem que o teísmo tradicional, especialmente a fé no Deus que ouve a oração, presume amar e cuidar das pessoas, ouvir e compreender as suas orações, e poder fazer algo por elas, é uma fé não provada e antiquada. O salvacionismo, baseado na mera afirmação, ainda se revela muito nocivo, enganando as pessoas com falsas esperanças do céu no futuro. As mentes racionais e lógicas e racionais olham para outros meios de sobrevivência”.
Este segundo Manifesto Humanista foi assinado por Americanos de relevo, como Ed Doerr, director executivo da Liberdade Religiosa para os Americanos, e Betty Friedan, fundadora da Organização Nacional de Mulheres.
Num manifesto Cristão, o saudoso Dr. Francis Schaeffer, respondeu ao Manifesto Humanista com a sua famosa resposta, “[Os humanistas] reduziram o Homem a menos do que a sua finitude natural ao vê-lo apenas como um arranjo complexo de moléculas, tornado complexo por uma casualidade cega”.
O humanismo tem encontrado o seu caminho nos currículos, compêndios e classes da escola e da universidade. Muitos dos nossos jovens estão a ser ensinados que não existe Deus, nem Lei Divina, nem responsabilidade, nem propósito na vida, e que eles são resultado de alguma colisão primitiva, aleatória de moléculas e que descendem dos macacos. Será de admirar que muitos tenham perdido o respeito pela vida, quer nas ruas quer nos úteros?
- Bill Bright
Notícia relacionada muito importante:
26-07-08 - Livro sobre o reavivamento do humanismo secular lançado no Gana




