08-10-14 - Pastor diz que ‘Jesus era uma pessoa anti-religião’ e que o cristianismo não é uma religião

Ed Young, pastor da Fellowship Church, no estado do Texas, EUA, explanou num sermão recente, sobre a diferença entre o Cristianismo e outras religiões do mundo, para fazer o ponto de que seguir a Cristo não é uma religião, mas um relacionamento.
"Existem algumas semelhanças entre as religiões do mundo, porque todas fazem reivindicações exclusivas, mas Jesus diz em João 14:6: 'Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por Mim'. “Portanto, chamar Jesus apenas de ‘um bom Mestre' é ser histórica e intelectualmente desonesto", afirmou Young.
Ele ainda acrescenta: "O que separa o Cristianismo das outras religiões é o facto de que na verdade não é uma religião. Jesus era a pessoa mais anti-religião que já viveu. Religião é um conjunto de 'fazer' e 'não fazer' criado pelo homem a fim de agradar Deus”.
Ed observou que as religiões do mundo são diferentes do Cristianismo quando se trata da salvação, a condição humana, a sua história e reivindicações.
O hinduísmo, segundo ele, é sobre a noção de carma, enquanto o Budismo é "um desdobramento" do hinduísmo, em que o que objetivo é alcançar o nirvana. Young também explicou que essas religiões orientais são consideradas esotéricas, ou seja, as suas filosofias são baseadas em olhar para dentro de si.
Por outro lado, as religiões ocidentais, como o judaísmo, o islamismo e o cristianismo são exotéricas, pois "Deus se revelou a partir do exterior através da natureza e também por meio de um livro de confiança", explicou Young.
"Os judeus não estão preocupados com a vida após a morte, eles esperam o Messias para dar-lhes de volta a sua terra e o domínio sobre a terra. É muito histórica, é uma religião baseada em obras", disse Young.
Ele acrescentou: "O Alcorão foi escrito 580 anos depois da Bíblia, é basicamente uma cópia grosseira do Antigo Testamento. Eles seguem os cinco pilares do Islão e dependendo de quão bem se segue os pilares, pode-se ser punido ou ir para o paraíso eterno. É um jogo de expectativa”.
Para ilustrar o seu ponto de vista, Young contou uma anedota de um homem prestes a afogar-se no mar, que se recusou a ajuda de um salva-vidas porque ele queria ser salvo pelasua própria força, através dos seus próprios esforços. Young também falou sobre outro homem na mesma situação difícil, que permitiu que o salva-vidas o ajudasse, assim que ele percebeu que não conseguiria.
“É assim que muitas pessoas religiosas são”, disse Young, “pois muitos tentam fazer o bem por conta própria, com a esperança de que vão conseguir o objetivo final da sua religião. No entanto, a diferença em seguir Jesus relativamente ao islamismo e judaísmo é encontrada na Bíblia que diz: [o seu] bem não é suficientemente bom", disse Young.
"Na religião está escrito, 'FAZ', enquanto no Cristianismo está escrito 'FEITO', porque o trabalho foi realizado, o preço foi pago, porque Cristo fez algo por nós que jamais podemos fazer por nós mesmos", aponta Young. "Deus colocou em prática esse plano engenhoso. Fez com que Jesus fosse homem e Deus, e Ele fez duas coisas: Ele cumpriu perfeitamente a lei, sem pecado e Ele tomou o castigo na cruz pelos vossos pecados e os meus".




