02-12-14 - Governo do Quénia reage a escândalos de charlatanismo e proíbe registo de novas igrejas
O procurador-geral do Quénia instituiu a proibição do registo de novas igrejas no país depois que eclodiu o escândalo protagonizado pelo "pastor" neopentecostal Victor Kanyari, acusado de charlatanismo.De acordo com a revista Christianity Today, o governo queniano quer impor regras mais severas para evitar a proliferação de falsos pastores que fingem milagres para atrair fiéis.
“Apelamos a todos os Cristãos para nos apoiar e estarem do nosso lado”, disse Mark Kariuki, presidente da Aliança Evangélica do Quénia. “Quando se trata de questões de fé, as pessoas estão dispostas a morrer pela fé e vamos ficar firmes com a igreja”, comentou o líder Cristão.
O escândalo veio à tona através da investigação feita pela emissora KTN, que veiculou um documentário chamado “Predadores da Oração”, onde o "pastor" Victor Kanyari é apontado como falsário que forja milagres e testemunhos.
O televangelista supostamente teria enriquecido a partir da prática do charlatanismo, que atraiu um grande número de seguidores.
“Um tomate podre não significa que todos os tomates estão podres. Se eles nos proibirem, teremos um problema”, disse Kariuki ao jornal local Daily Nation.
Logo após a veiculação da reportagem investigativa, um grupo de ateus pediu às autoridades que investigassem o "pastor" Kanyari e o levasse a julgamento por supostamente se aproveitar da simplicidade dos fiéis: “Os ateus no Quénia gostariam que o governo do país prendesse rapidamente Victor Kanyari por tirar vantagem dos crentes quenianos e, eventualmente, extorquir dinheiro deles em nome de Deus. O que o "pastor" Kanyari vem fazendo é fraude, e é inaceitável”, disse Harrison Mumia, presidente da associação Ateus no Quénia em um comunicado.
Infelizmente, têm sido estes falsos Cristãos que promovem o ateísmo no mundo.
Assista no vídeo abaixo o documentário “Prayers Predators” (Predadores de Orações), que mostra cenas de cultos promovidos pelas denominações neopentecostais no Quénia, à semelhança do que infelizmente também acontece na Europa e América neste tipo de grupos, e acusa o "pastor" Victor Kanyari de charlatanismo:




