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Servindo entusiasticamente,
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12-02-15 - Após atentado, Bélgica discute papel da Religião nas escolas

Criança belga     País está dividido entre manter a tradição educacional, adotar o modelo francês que oferece apenas aulas de Cidadania ou adicionar a nova disciplina ao currículo escolar.

     Depois dos recentes ataques terroristas em Paris realizados por radicais islâmicos da Al-Qaeda e do EI, além das ameaças desmanteladas pela polícia belga em Bruxelas e Verviers, a Bélgica discute agora o que fazer com o ensino de Moral, Filosofia ou Religião nas escolas. Na capital belga (Bruxelas) e na Valônia (região sul da Bélgica), a coalizão de poder entre os partidos Socialista (PS) e o Centro Democrata Humanista (CDH) estuda instaurar um curso comum de Educação para Cidadania em 2016 nas escolas públicas a partir do primário. O governo está preocupado em melhorar a integração social em cidades onde residem não só belgas flamengos (de língua holandesa) e valões (de língua francesa), mas também imigrantes e refugiados de todos os continentes.

     Na Bélgica, seja na escola pública ou particular, crianças e adolescentes estudam pelo menos duas horas por semana Moral, Filosofia ou Religião (catolicismo, protestantismo, islamismo ou judaísmo). O país encontra-se agora bastante dividido entre manter a tradição educacional; adotar o modelo francês que oferece apenas aulas de Cidadania; ou adicionar a nova disciplina ao currículo escolar.
 

     Uma pesquisa realizada pela Federação das Associações de Pais de Educação Oficial (Fapeo) com diretores, professores e pais indicou que 54% dos entrevistados não apoiam o fim de aulas de Religião, Moral e Filosofia. Ao mesmo tempo, 54% aceitariam trocar esses cursos por outro de formação de cidadania. A ministra para Educação na Valónia, Joelle Milquet, posicionou-se contra acabar totalmente com as aulas de Moral, Filosofia ou Religião. "O problema são os extremistas. Não são as religiões", afirmou.

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