18-02-15 - China se refere a Cristãos como “viciados em religião” e proíbe os crentes de atuarem na política
A China anunciou que irá proibir o acesso de Cristãos à política do país, regida pelo Partido Comunista, o único existente e permitido por lei. A decisão de aplicar uma antiga regra que estava caída no esquecimento é uma tentativa de limitar o crescimento do Cristianismo entre os chineses.O anúncio de que o partido – que tem 84 milhões de filiados – irá restringir a participação de pessoas “viciadas em religião” é uma amostra do temor que os políticos chineses têm da féem Deus.
O Partido Comunista da China é regido pelo princípio marxista-leninista que define a fé como uma distração que impede as pessoas de exigir os seus direitos e trabalhar por uma sociedade equilibrada. No entanto, a limitação de atuação das igrejas no país não impede a existência de uma grande desigualdade social na China.
Para pôr em prática a decisão, o comité do partido na província de Zhejiang vai estabelecer estratégias que possam desmentir a crença religiosa dos filiados.
Além disso, foi anunciado que de agora em diante, todos os candidatos deverão ser rastreados e investigados para descobrir se têm vestígios de fé. Caso seja detectada alguma crença, entre elas a cristã, o registo deve ser rejeitado.
De acordo com informações do Huffington Post, o Partido Comunista da China é a maior agremiação política do planeta, porém a maioria dos filiados foi registada durante o período escolar e, na prática, não se envolve nos rumos políticos do país.
Já o Cristianismo, temido pelas autoridades, vem registando um crescimento ainda maior do que a economia do país, com milhões de crentes. Para muitos estudiosos, a China já é o país com o maior número de Cristãos hoje. No entanto, como há dificuldades impostas às igrejas pelo governo, há limitações para a divulgação do número de pessoas que seguem a fé Cristã.




