20-02-15 - Cristão chinês é jovem, urbano e de classe média
Apesar das rígidas leis chinesas, o crescimento de Cristãos no país pode ter alcançado 100 milhões de pessoas, tornando-se cada vez mais difícil para o governo controlar.Se há décadas os Cristãos eram na sua maioria mulheres idosas moradoras da área rural da China, hoje esses dados mudaram e o perfil do Cristão chinês é mais jovem, urbano e de classe média.
Um livro escrito por Gerda Wielander, “Valores Cristãos na China Comunista”, tenta explicar o fenómeno dizendo que há muitos jovens que se convertem em experiências no exterior e retornam para o país assumindo-se como Cristãos.
Para a autora, uma pessoa tornar-se Cristã na China é “uma opção de estilo de vida, quase uma moda, uma maneira de dizer que se é diferente e interessante”. Mas nem todos se convertem nessa lógica, há casos onde o interesse surge sob um ponto de vista académico e intelectual, em outros numa busca por referências morais para enfrentar a substituição da ideologia maoísta por um sistema no qual impera o capitalismo selvagem.
Dados oficiais afirmam que há cerca 23 milhões de Cristãos na China, mas os números são inferiores à realidade vivida por igrejas oficiais e clandestinas que funcionam no país.
O governo Chinês entende que o Cristianismo é uma cultura estrangeira que pode prejudicar os seus planos, tanto é que no ano passado, na cidade de Wenzhou, considerada como a Jerusalém do Oriente, muitas igrejas foram derrubadas.
As autoridades expressaram a sua preocupação com o rápido crescimento do Cristianismo e buscaram impor restrições para desacelerá-lo. Também tomaram medidas para assegurar que os Cristãos são obedientes às autoridades”, relata o professor Yang Fenggang, da Universidade Purdue.




