25-04-15 - Ex-muçulmano que fundou o Hezbollah converte-se a Cristo e torna-se missionário
Um iraniano que foi um terrorista e extremista islâmico converteu-se ao Evangelho e agora testemunha e leva a mensagem bíblica aos seus conterrâneos.Desde muito cedo Daniel Shayesteh foi ensinado sobre o islamismo, e aos nove anos de idade era capaz de recitar trechos do alcorão e realizar rituais islâmicos, devido a uma determinação do seu pai, que o tinha escolhido entre 12 irmãos para ser ensinado sobre a religião.
Essa característica tornou-o famoso na comunidade muçulmana iraniana, e isso levou-o a uma posição de influência entre os extremistas, e ao lado deles, fundou o Hezbollah. Aplicado, fez parte do golpe que derrubou o então rei do país, o Xá da Pérsia, Mohammed Reza Shah, na revolução islâmica de 1979.
A partir desse episódio, Shayesteh tornou-se líder político islâmico do Hezbollah, o que o levou a ser alvo durante o golpe de estado do aiatolá Ali Khamenei, atual “líder Supremo do Irão”. Na ocasião, alguns revolucionários foram mortos, mas Shayesteh foi apenas preso: “Pela graça de Jesus, eu escapei. Mesmo que eu não soubesse, Ele tinha um plano para mim”, disse.
Tempos depois, fugiu da prisão e exilou-se na Turquia, onde foi estudar e se dedicou à conquista do doutoramento em gestão internacional. Na sua tese, defendeu uma ideia que mensurava como as religiões, culturas e filosofias impactam as atitudes humanas.
“Fiquei surpreso e chocado ao ver como os valores do Cristianismo são superiores em todos os aspectos, nesse estudo comparativo das religiões e filosofias”, explicou. Porém, como havia sido ensinado de forma radical no islamismo, recusava-se a aceitar o Cristianismo como uma religião correta.
“Há 32 anos disseram-me que o Cristianismo era a pior religião do mundo. Desde criança eu aprendi que o Islão é o vencedor, o Islã é o melhor, sem qualquer lógica mais profunda sobre o assunto. O Islão deve dominar o mundo, e para garantir isso, temos que chamar as pessoas para seguir o Islão. Se elas não quiserem seguir, temos de ameaçar e atacá-las por meio do terrorismo. Esse foi o ensino que obtive e que dominou a minha mente. Isso é o que todos os muçulmanos radicais no mundo pensam, e é por isso que eles praticam o terrorismo”, revelou Shayesteh.
A grande contraprova das dúvidas de Shayesteh foi um golpe financeiro que sofreu de um colega muçulmano, que era seu sócio, mas fugiu com todo o dinheiro que haviam juntado para fazer um investimento. Shayesteh descobriu que embora o golpista fosse muçulmano, tinha amigos Cristãos, e resolveu ir à igreja numa tentativa de achar rastos.
Lá, foi recebido de forma acolhedora e foi informado de que receberia ajuda na tentativa de localizar o golpista. “Fiquei impressionado, mais uma vez, no que ouvia dos Cristãos. Por um lado, a sua definição de Deus era tão diferente. Ele é pessoal e criou os seres humanos para se relacionarem com Ele. O deus islâmico não é tão presente, um relacionamento com ele não pode existir”, relembrou.
O ponto de viragem na sua crença foi a descoberta do amor divino que a Bíblia relata: “O Deus Cristão é fonte de todo o bem. Não há nenhuma essência do mal n’Ele. Em todas as outras religiões os deuses não são bons, porque eles estão abrigados no mal de ‘satanás’, de alguma forma. No Islão, o seu deus é criador do bem e do mal, e tal deus corrompe o mundo”, pontuou.
Segundo informações do Charisma News, Shayesteh disse que, a essa altura, já não podia evitar o raciocínio de que estava diante da verdade, e aceitou a Cristo quando descobriu que poderia ser livre do seu passado de crimes com o Hezbollah e da religião que o afastou de Deus: “O verdadeiro Deus tem uma natureza pura, e a natureza pura sempre cria pureza”, definiu.
Hoje, o doutor Daniel Shayesteh dá palestras a estudantes universitários, grupos Cristãos e políticos sobre a ameaça que o islamismo representa, e defende e o valor da democracia e da liberdade. “Extremistas muçulmanos e muçulmanos comprometidos querem mudar a cultura das sociedades ocidentais. Liberdade e democracia vêm de valores Cristãos, o Islão não pode promover ou valorizar a democracia e a liberdade”, alertou.
Embora esteja limitado por sofrer ameaças de extremistas muçulmanos, os seus ensinamentos tornam-se acessíveis aos muçulmanos do Oriente Médio através da Internet, num site chamado Exodus From Darkness (“Êxodo das Trevas”).
Com essa ferramenta, Shayesteh relata que alguns milhares de muçulmanos foram apresentados ao Deus do Cristianismo e se converteram ao Evangelho. “Muitas pessoas nos países islâmicos, especialmente os jovens muçulmanos, estão exaustos e sobrecarregados. Eles estão cansados. Eles querem abrigar-se nma crença pacifica. Mas se não tem paz com Deus, não irá ser capaz de ter paz com os outros, não importa o quanto gostaria de a ter. Portanto, no Cristianismo, há uma porta aberta para nós, e assim tocamos o coração de milhões de muçulmanos através dessa porta”, concluiu.




