04-06-15 - Brasil: Encontro reuniu adeptos da cultura pagã

Crença que busca o culto e o respeito às forças da natureza, o paganismo, foi tema de um evento gratuito.
Com o objetivo de reunir praticantes, simpatizantes e curiosos sobre o paganismo, uma religião que busca o culto e o respeito às forças da natureza, aconteceu no Parque dos Bilhares, zona Centro-Sul, o Encontro Social Pagão com o tema “Danças Ritualísticas”.
Segundo um dos organizadores do encontro, Mário Kássio, a intenção foi enriquecer a cena pagã em Manaus. “Algumas pessoas se interessam, mas não tem com quem discutir, não conhecem outras pessoas com interesse em comum. Nesta reunião, falamos sobre dança ritualística com o foco nas danças circulares e seus benefícios. Estas danças são muito usadas para se entrar em sintonia com uma divindade, com o seu ‘eu’ interior ou ainda para despertar o sentimento de comunidade, como é o caso das danças circulares”, explicou.
O encontro foi gratuito e se pediu apenas que se levasse toalhas e o lanche para que o grupo pudesse se sentar e comungar juntos. “Além disso, a reunião serviu como ponto de coleta para alguns materiais recicláveis que serão enviados à Terracycle (um programa de reciclagem), que devolverá como ajuda para as Organizações Não Governamentais (ONGs). No caso, foi escolhida a ONG Bicho Amado (OBA), que é uma organização que cuida de animais abandonados a encontrarem um novo lar”, disse o organizador.
Culto à natureza
O paganismo é uma religião que tem como base o culto à natureza e seus ciclos. Seus adeptos enxergam as divindades como presentes em cada manifestação na Terra. Com o advento das religiões Cristãs, o termo ‘pagão’ ficou conhecido como sinónimo de ‘não-Cristão’. “O termo ‘pagão’ vem do latim ‘paganus’ e se refere ao povo que vivia na área rural, que, nesta época, enxergavam os deuses através das manifestações da natureza, como a chuva, o sol, a lua, entre outros”, explicou Kássio.
Na religião, os deuses da natureza eram reverenciados como forma de intercessão para colheitas mais fartas ou que o inverno não fosse tão rigoroso, por exemplo.
Pagão há 11 anos, Kássio conta que começou a se interessar pelo universo da religião. “Comecei a mergulhar no paganismo por sentir atração pela natureza. As vivências e os estudos me deram mais respostas do que as religiões mais tradicionais. Pode parecer clichê, mas a sensação é de estar em casa”, disse.
A jornalista Luana Silva, de 27 anos, é uma das que participará do encontro. Ainda sem conhecer muito sobre a religião, Luana conta que vai ao evento por curiosidade. “Me chamou a atenção a proposta por envolver a dança ritualística e ser algo relacionado a uma tradição oculta e desconhecida, por carregar esse estigma de que oculto é coisa do “demónio”, e parece ser algo que envolve o corpo, a mente e a natureza”.
NOTA: Quando as pessoas voltam as costas ao Criador, claramente visível pelas coisas que estão criadas, em vez de O adorarem e servirem a Ele que "é bendito eternamente", adoram e servem antes a criatura. Convém, porém, que os tais saibam que, segundo "a justiça de Deus ... são dignos de morte os que tais coisas praticam ...", manifestando-se do Céu "a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça" (Romanos 1:18-32). Os tais, porém, se arrependerem-se e crerem no Senhor Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador, poderão ser livres "da ira futura" (1 Tessalonicenses 1:10).




