07-06-15 - Cientista que participou da “cura da SIDA" é missionária Cristã

A doutora Hannah Gay, pediatra que trabalha no Centro Médico da Universidade de Mississippi entrou para a história hácerca de 2 anos. Ela faz parte da equipe de virologistas liderada pela doutora Deborah Persaud, que anunciou o primeiro caso de cura funcional da SIDA numa criança.
Gay é uma especialista em HIV e declarou no dia do anúncio oficial: “Eu senti que aquele bebé estava a correr um risco maior que o normal, e merecia a nossa melhor tentativa”. O bebé em questão é uma menina que hoje tem quatro anos, nasceu no Mississippi, e foi contaminada com o vírus HIV desde o nascimento, transmitido pela mãe seropositiva.
O tratamento considerado revolucionário desses médicos começou com a infusão de 3 drogas apenas 30 horas depois do nascimento. Como a criança tem vivido sem medicação, e não apresenta mais sinais de infecção, acredita-se que o sucesso desse caso de “cura da SIDA” pode indicar o caminho para que em breve a doença possa ser vencida.
Embora não existam garantias de que a criança permaneça saudável, testes complexos encontraram apenas alguns traços remanescentes do material genético do vírus.
Os especialistas estão animados com a descoberta, acreditando que será útil na tentativa de erradicar o vírus HIV em crianças, especialmente nos países africanos, onde milhares de bebés nascem infectados todos os anos.
Um facto pouco divulgado é que Hannah Gay é uma Cristã comprometida, que passou anos servindo como missionária na Etiópia, ao lado do seu marido. Na década de 1980, eles mudaram para Addis Abeba, capital da Etiópia, e dedicaram-se à evangelização de crianças, aliando o atendimento médico com o ensino da Bíblia.
A família Gay sempre colocou sua fé em primeiro lugar e hoje os quatro filhos e o neto da doutora dizem que ela nunca gostou de estar no centro das atenções. Aos 58 anos, Hannah parece não ter escolha, uma vez que os media de todo o mundo voltaram os olhos para ela e os demais membros da equipa.
Jack Mazurak, diretor de relações públicas do Centro Médico da Universidade de Mississippi, disse que a doutora Gay é “uma pessoa maravilhosa” e que “a sua fé moldou a maneira como ela leva sua vida”.
“Nós ainda não sabemos exatamente o que nós fizemos e vai levar um longo tempo para estudar vendo se podemos replicar este resultado em outros bebés antes que possamos dizer, ‘sim, nós temos uma cura definitiva", disse a doutora em uma entrevista à rede CNN.




