16-06-15 - Elisabeth Elliot: partiu para a glória uma mulher de quem o mundo não era digno

Elisabeth Elliot nasceu em 21 de dezembro de 1926: partiu ontem, dia 15 de junho de 2015, de manhã com a idade de 88 anos.
Eis o seu breve testemunho, dito à sua maneira tipicamente modesta:
“Os meus pais eram missionários na Bélgica, onde nasci. Quando eu tinha uns meses de idade, viemos para os EUA e vivemos em Germantown, não muito distante de Philadelphia, na Pensilvânia, onde o meu pai tornou-se editor do Sunday School Times (Tempos da Escola Dominical) . . .
“A família continuou a viver em Philadelphia e depois, em New Jersey até que deixei a casa para estudar na escola bíblica Wheaton College. Nessa altura, a família tinha aumentado para quatro irmãos e uma irmã. Os meus estudos em Grego clássico, um dia, permitir-me-iam trabalhar na área de línguas não-escritas para desenvolver uma forma de escrita.
“Um ano depois de eu ter ido para o Equador, Jim Elliot, que eu tinha conhecido em Wheaton, também entrou nas áreas tribais com os índios Quíchuas. Em 1953 casámos na cidade de Quito e continuámos o nosso trabalho juntos. Jim teve sempre a esperança de ter a oportunidade de entrar no território de uma tribo não alcançada. Os Aucas estavam nessa categoria – um grupo feroz que ninguém tinha conseguido contactar sem ser morto. Após a descoberta do seu paradeiro, Jim e outros quatro missionários entraram no território Auca. Depois de um contacto amigável com três da tribo, eles foram mortos com lanças.
“A nossa filha Valerie tinha 10 meses de idade, quando Jim foi morto. Eu continuei a trabalhar com os índios Quíchuas, quando, através de uma providência notável, conheci duas mulheres Auca que viveram comigo durante um ano. Elas foram a chave para eu ir viver viver com a tribo que tinha assassinado os cinco missionários. Fiquei lá dois anos.
“Depois de ter trabalhado durante dois anos com o Aucas, voltei a trabalhar com os Quíchua e ali permaneci até 1963, quando Valerie e eu voltámos para os EUA.
“Desde então, minha vida tem sido escrever e palestrar. Também incluiu, em 1969, um casamento com Addison Leitch, professor de Teologia no Seminário Gordon Conwell em Massachusetts. Ele faleceu em 1973. Após a sua morte, eu tive dois inquilinos em minha casa. Um deles casou com a minha filha, o outro, Lars Gren, casou-se comigo. Desde então, temos trabalhado juntos.”
Ela foi autora de vários livros, muitos tratando de temas como o sofrimento, solidão, solteirismo ou celibato, masculinidade, feminidade, e família.
Entre os seus livros mais conhecidos estão os que contam a história do seu primeiro amrido, Jim Elliot, e a sua missão conjunta no Equador: Through Gates of Splendor [Através das Portas do Esplendor] (1957), Shadow of the Almighty: The Life and Testament of Jim Elliot [A Sombra do Todo-poderoso: A Vida e Testamento de Jim Elliot] (1958), The Savage My Kinsman [Os Selvagens Meus Parentes] (1961), e The Journals of Jim Elliot [O Diário de Jim Elliot] (1978).
Ela também escreveu uma biografia de Amy Carmichael (A Chance to Die: The Life and Legacy of Amy Carmichael) [Uma oportunidade para morrer: A Vida e Legado de Amy Carmichael] e um influente livro sobre pureza (Passion and Purity: Learning to Bring Your Love Life Under God’s Control) [Paixão e Pureza: Aprendendo a Colocar Sob o Controlo de Deus a Tua Vida Amorosa].
Elisabeth Elliot foi [e continua a ser] uma das mulheres Cristãs mais influentes do nosso tempo. Durante mais de meio século, os seus livros, conselhos, ensinamentos intemporais e fé corajosa têm influenciado muitos crentes em todo o mundo. Ela usou as suas experiências como filha, esposa, mãe, viúva, e missionária para levar a mensagem de Cristo a inúmeras pessoas em todo o mundo.
Frases escritas por Elisabeth Elliot:
Deus criou o homem e a mulher – o homem para chamar, conduzir, iniciar, e dominar, e a mulher para responder, seguir, se adaptar, e sujeitar. Mesmo que sejamos defensores de outra teoria da origem da criação, a estrutura física da mulher mostra-nos que ela foi criada para receber, levar, seguir, completar e alimentar.
O facto de ser uma mulher não me torna um tipo diferente de Cristão, mas o facto de ser Cristã torna-me num tipo diferente de mulher.
A fé não elimina os receios, mas sabe onde depositá-los.
O segredo é Cristo em mim, não eu num diferente conjunto de circunstâncias.
Saiba mais sobre Elisabeth Elliot, a seguir:
História de Jim Elliot, dos 5 mártires no Equador
Aquela palavra que começa com “S”
De mãe para filha
Os nossos direitos




