29-08-15 - Reino Unido doa mais de 2 bilhões de libras para combater a perseguição aos Cristãos em todo o mundo

O contribuinte britânico está a ajudar a - de alguma forma - aliviar o sofrimento de quatro em cada cinco dos países listados como nações onde os Cristãos são mais perseguidos.
Dos 50 países onde é mais difícil viver como Cristão, a Grã-Bretanha deu auxílio a 40.
Uma análise feita pelo Telegraph sobre ajuda internacional em comparação relatada por uma lista da missão Portas Abertas Internacional mostra que os países onde viver o Evangelho significa ir para a prisão, ser discriminado e sofrer abusos, receberam quase 2,4 bilhões de libras esterlinas do Departamento para o Desenvolvimento Internacional e um outro valor de quase 3,2 bilhões de agências oficiais.
Os Cristãos no Oriente Médio e partes da África estão a enfrentar ataques repetidos de extremistas terroristas e há temores crescentes de que a fé cristã poderia ser dizimada completamente em alguns desses países onde ela se teria originado primeiro.
O primeiro-ministro David Cameron disse recentemente que o Cristianismo é agora a religião mais perseguida em todo o mundo e a Grã-Bretanha deve, sem hesitação, levantar-se em favor da liberdade religiosa.
A ascensão do extremismo islâmico fez subir de 40 para 50 os países listados com estas dificuldades nos registos da Missão Portas Abertas.
A Somália, que ocupa o segundo lugar na lista - atrás somente da Coreia do Norte - no que diz respeito à perseguição dos cCristãos, recebeu 107,3 milhões de libras em ajuda do Reino Unido. Já o Iraque, onde os Cristãos sofreram perdas sem precedentes nas mãos do Estado Islâmico, recebeu 7 milhões.
O Paquistão, onde os cristãos estão a sofrer sob as duras "leis de combate à blasfémia", recebeu quase 34 milhões de libras.
Michael Nazir-Ali (que agora é presidente da Oxtrad, uma instituição de caridade de apoio a igrejas que enfrentam perseguição) disse ao Telegraph: "O compromisso da Grã-Bretanha em ajudar é louvável, mas é preciso se certificar de que estas quantias são realmente direcionadas às pessoas certas e da maneira certa".
"Eu acho que temos que destiná-las com muito cuidado e onde há realmente necessidade de certificar-se de que a ajuda não está a ser usada simplesmente para apoiar as empresas britânicas ou outros interesses e, certamente, para se certificar de que este dinheiro não está a ser usado para sustentar a corrupção".
Um porta-voz do Departamento de Desenvolvimento Internacional (DFID) disse: "A ajuda britânica tem o objetivo de combater a discriminação por cabeça - sugerir o contrário é profundamente enganoso. O DFID está trabalhando estreitamente com os nossos parceiros de caridade para ajudar a criar sociedades mais abertas e livres".
"A verdade é que, parar de ajudar estes países é uma medida contraproducente que simplesmente irá cortar apoio a mulheres e crianças e homens perseguidos, além de prejudicar a saúde futura, a educação e o bem-estar das pessoas mais pobres do mundo".




