06-09-15 - Missionário chinês leva dezenas de muçulmanos a Cristo

Deus está a ampliar a visão de Zhang, missionário chinês, e a moldar o seu coraçao para uma importante chamada: o de servir aos muçulmanos chineses e ajudá-los a desempenhar o seu papel de embaixadores de Cristo.
Zhang está a trabalhar com a Missão Portas Abertas, na China, em vários programas de distribuição, formação bíblica, pesquisa e trabalho em rede para os muçulmanos convertidos ao Cristianismo. "Participando do trabalho no campo de missões, Deus tem-me ajudado a enxergar o meu papel, que é o de ajudar no fortalecimento desses muçulmanos que aceitaram a Jesus recentemente", comenta o missionário.
"Nasci numa cidade bem pequena, na China. O meu objetivo era ser um homem de negócios, bem sucedido e ter uma vida próspera. Mas Jesus mudou tudo. A minha jornada é bem diferente. Não tenho conforto ou riqueza, mas tenho uma alegria e uma paz que não poderiam ser comprados com dinheiro algum", conta Zhang.
Ele disse que está a planear ir para o extremo oeste da China este ano, para viver entre os muçulmanos, e compreender melhor o processo de conversão deles: "Eu aprendi muito com a visão da Portas Abertas e hoje sou um colaborador deles aqui na China, por isso, quero me aperfeiçoar nessa missão de servir os muçulmanos convertidos a Cristo, e desempenhar o meu papel da melhor maneira", finaliza.
A chamada de Zhang
A história do missionário Zhang a seguinte experiência: "Um dia eu estava a orar e veio-me à mente a mulher que derramou um perfume precioso sobre Jesus. Srnti-me como se Jesus olhasse para mim e perguntasse: ‘O que é mais valioso para ti?'Eu refleti e busquei a resposta do fundo da minha alma, e respondi: ‘A minha vida é o que tenho de mais valioso, e estou disposto a dar-Ta. Usa-a, Senhor, com o teu poder’. O meu forte desejo era tornar-me num missionário e trabalhar entre os muçulmanos", revela Zhang.
"O meu primeiro contacto com os muçulmanos do meu país foi durante uma viagem missionária de curto prazo, quando eu era estudante do segundo ano. Poucos anos depois da minha formatura, tive a oportunidade de participar numa pesquisa de campo, da Portas Abertas, na China. Deram-me a oportunidade de ensinar em uma escola, num vilarejo muçulmano. A sugestão foi a de que eu não pregasse o Evangelho diretamente, mas que eu apenas construisse relacionamentos e comunicasse o amor, com respeito", lembra.
Zhang conta o quanto se surpreendeu quando um garoto muito tímido, que mal tinha falado na classe, foi para a frente e disse, ainda de cabeça baixa: "Eu não acreditava no amor, não sabia que existia, mas depois de conhecê-lo, eu vejo que estava errado. O amor realmente existe". Zhang relembra: "Comecei a chorar por ver que o amor transformou o coração daquele menino. Jesus pode derrubar as paredes da religião, e derreter o gelo das diferenças culturais".
Segundo Zhang, milhares de chineses muçulmanos deixam os seus lares para chegar até essas escolas. "Confesso que, no início, uma parte de mim dizia que seria muito difícil viver entre os muçulmanos da China, mas no fundo eu sabia que faria um trabalho significativo, através do amor de Cristo. Deus é bom! Nós não somos super-heróis para salvar o mundo, mas somos filhos de Deus e só precisamos fazer o nosso trabalho", comenta Zhang e finaliza: "O meu objetivo é ajudá-los a crescer, para que um dia, eles possam causar impacto nas suas próprias comunidades".




