30-10-15 - Ecumenismo do papa tira-lhe a capa de Cristão

O exclusivismo como caminho da salvação pregado pelo Cristianismo durante séculos é enterrado pelo ecumenismo do papa Francisco. O papa pediu novamente nesta quarta (28) a todas as religiões, e também aos quem não seguem fé alguma, união.
O objetivo seria o enfrentamento de situações como fome, a violência de motivação religiosa, a corrupção e as ‘crises’ do meio ambiente, da família e da economia.
Durante a audiência realizada na Praça de São Pedro, houve a pequena comemoração dos 50 anos da declaração “Nostra Aetate”, publicada em 28 de outubro de 1965, após o Concílio Vaticano II.
Ela abriu de vez a busca pela união da Igreja Católica com as demais religiões. A sua frase mais emblemática é “A Igreja não rejeita nada que seja verdadeiro e santo nessas religiões”, afirma o documento. A partir de então a Igreja Católica deixou de dizer que as demais religiões eram falsas.
Em seu discurso, o papa asseverou que “O mundo olha para os fiéis pedindo respostas efetivas a inúmeros temas”. Após citar vários, lembrou que o Concílio mudou a relação com os judeus.
“De inimigos e estranhos, nos tornamos amigos e irmãos. O Concílio apontou o caminho: ‘sim’ ao redescobrimento das raízes hebraicas do cristianismo e ‘não’ a toda forma de antissemitismo e condenação de toda de toda injúria, discriminação e perseguição”, afirmou.
O cardeal Kurt Koch, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade, mais tarde comentou: “muitos rabinos consideram que os tempos estão maduros para aprofundar algumas questões teológicas”.
Sobre o islamismo, o pontífice foi brando em sua fala, limitando-se a pedir um diálogo “aberto e respeitoso”. Minimizou as práticas terroristas de seus seguidores, dizendo que “nenhuma religião está imune ao risco do fundamentalismo e do extremismo”.
Havia diferentes líderes religiosos, de mais de uma dezena de tradições, incluindo cristãos, judeus, muçulmanos, sikhs e hindus.
A certo momento, ele foi enfático “Todos os crentes, de todas as religiões, juntos podemos adorar ao criador por ter nos dado o jardim que é esse mundo”.
No final, Francisco pediu que cada um fizesse orações, “conforme sua própria tradição religiosa” e conclamou aos representantes das diferentes fés presentes que pedissem que Deus os fizesse “mais irmãos”.
Comentário:
Isto é o que se chama contradizer a Bíblia, a Palavra de Deus, e a mensagem, em termos genéricos, que o Senhor Jesus Cristo, os Seus apóstolos e os crentes em geral anunciaram desde sempre, a saber, que o mundo está perdido e que precisa de ser salvo, reprovando e condenando os falsos mestres e seus ensinos e práticas religiosas errados. Os guias católicos, representados no seu líder máximo, revelam-se tão cegos quanto os guias religiosos cegos dos dias do Senhor, acerca dos quais o Senhor disse: "Deixai-os: são condutores cegos: ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova" (Mateus 15:14). Por isso, evidentemente, não os condenam, mas acolhem.
Segundo a Palavra de Deus a única unidade que conta para Deus é a unidade vital - pessoas unidas umas às outras por laços de vida - vida eterna. A igreja é comparada a um corpo, cujos membros estão ligados por laços de vida. A sua unidade é, pois, vital; não organizacional.
Estes grupos de religiosos são como uma vala comum de cadáveres amontoados uns sobre os outros - todos juntos, mas sem vida; unidos, mas na morte.
"Mais irmãos", só se for na perdição, como filhos de satanás (João 8:44), pois só se é filho de Deus por fé no Senhor Jesus Cristo (João 1:12).
Por muitas voltas que o papa dê, continua a ser verdade que "Quem tem o Filho tem a vida: quem não tem o Filho de Deus não tem a vida" (1 João 5:12). "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado; porquanto não crê no nome do Unigênito Filho de Deus" (João 3:16-18).
O papa advoga a tradição, mas o Senhor Jesus Cristo disse: "E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus" (Mateus 15:6).
A mensgem clara para o crente genuíno é a seguinte:
"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei: e Eu serei o seu Deus e eles serão o Meu povo. Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e Eu vos receberei; e Eu serei para vós Pai e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor todo-poderoso" ( 2 Coríntios 6:14-18).
Não te deixes enganar.
- C. M. O.




