02-12-15 - Azeite extraído de Bíblia: mais uma distorção e perversão da verdade do Evangelho

No passado dia 31 de outubro, comemorou-se os 498 anos da Reforma Protestante. Quando Lutero pregou as suas teses na porta da catedral de Wittenber, Alemanha, fez um apelo para que a Igreja Cristã abandonasse as práticas que nada tinham a ver com o Evangelho. Surgiu o movimento que daria origem às igrejas chamadas evangélicas.
Quase meio milénio depois, as chamadas igrejas evangélicas do mundo todo passaram por uma série de mudanças e muitas voltaram a ensinar práticas bem parecias com as que Lutero condenava.
Um vídeo publicado no Facebook (veja no fim) regista mais um “ritual” bizarro realizado por um desses grupos.
O narrador avisa que eles são da igreja Templo dos Anjos, nome de uma congregação em Passo Fundo (RS), Brasil, que ensina a Teologia da Prosperidade, sendo afeita a campanhas deste tipo.
Enquanto um dos líderes narra, outro retira de uma espécie de aquário uma Bíblia que ficou vários dias “embebida” em azeite, supostamente vindo de Israel.
O homem “espreme” então o azeite num recipiente que simbolizaria o recebimento das promessas bíblicas. Esse “óleo sagrado” faz parte de uma corrente de final de ano, promovida pela igreja, chamado “projeto de vida 2016”.
Os interessados poderão pegar parte do azeite no final da campanha que terminará em 20 de dezembro para “ungir a sua casa, lar, empresa”. “As oito mil promessas de bênção e de vitória estão aqui e assim será todas as quintas-feiras”, anuncia o pastor, sem mencionar o que acontece com as maldições previstas no texto sagrado. No final, as pessoas são convidadas a participar dos cultos no “Templo dos Anjos”.
Infelizmente, este tipo de procedimento é apenas mais um na longa lista de “inovações”, “práticas ungidas”, superstições, distorções e perversões da verdade do Evangelho realizadas em diferentes grupos religiosos ditos evangélicos, e não só.
NOTA:
Além de se estar perante um ato de heresia está-se perante o que pode ser classificado de esquizofrenia "evangélica". Além disso, não se vê qualquer diferença entre isto e macumba; e os seus intérpretes não passam de “hereges”, “charlatões” e “enganadores”.




