22-01-16 - Pasteleiros cristãos condenados por recusarem bolo a homossexuais, pagam a indemnização

Os empresários cristãos que haviam sido condenados a indemnizar um casal homossexual, por se recusarem a fazer um bolo de casamento por questões de fé, pagaram os US$ 135 mil dólares determinados pela Justiça.
Aaron e Melissa Klein precisaram de fechar a sua pastelaria Sweet Cakes By Melissa, depois que o casal de lésbicas moveu a ação e venceu na Justiça. Eles haviam alegado que estavam a pôr em prática a crença de que o casamento é a união de um homem e uma mulher.
Na última semana, eles entregaram um cheque de US$ 136.927,07 dólates, cobrindo a indemnização e os juros acumulados desde que a sentença foi emitida.
Inicialmente, Aaron e Melissa disseram que não pagariam a indemnização por falta de condições financeiras, já que precisaram fechar a sua pastelaria que enfrentou um grande número de hostilidades e cancelamentos de encomendas.
Uma iniciativa popular criou uma campanha de arrecadação de fundos e levantou doações de US$ 100 mil dólares, mas os responsáveis pela plataforma GoFundMe bloquearam os valores. O evangelista Franklin Graham, entre outros líderes cristãos, mobilizou-se para tornar o caso conhecido, e outra campanha foi realizada, arrecadando US$ 515 mil dólares.
“Deem um tempo! Na minha opinião, este casal [homossexual é quem] deve pagar US$135 mil aos Klein por tudo o que já passaram”, escreveu Graham na sua página no Facebook, em julho.
O casal cristão chegou a enfrentar severas dificuldades financeiras, e o ex-empresário revelou, na mesma época, que precisou aceitar um trabalho como varredor de rua para ajudar a pagar as contas domésticas, de acordo com informações do Christian Post.
Segundo o advogado dos Klein, o pagamento do valor determinado pela Justiça não representa desistência da ação de apelação, mas apenas uma estratégia para reduzir a incidência de taxas de juros maiores, equivalente a US$ 35 dólares diários, o que faria com que os valores doados ao casal fossem diluídos.
“O mais prudente a fazer, dada a generosidade das pessoas que contribuíram com o fundo, era cuidar dele e continuar a luta”, afirmou Tyler Smith.




