26-02-16 - Cientista diz que Génesis descreve métodos científicos modernos na narrativa da criação de Eva

O cientista e pesquisador Adauto Lourenço (na foto) é um cristão que defende a doutrina criacionista como um relato científico apresentada de maneira coloquial. Em uma entrevista, ele associa a narrativa de Génesis sobre a criação de Eva e diz que não há nada de mitológico no texto.
No vídeo, gravado em 2013 – e que voltou à tona nas redes sociais recentemente -, Lourenço pontua trechos das passagens de Génesis sobre o momento em que Deus decide que Adão não deveria ficar só e resolve fazer Eva de sua costela.
“Bonito é quando Deus trabalha na criação da mulher. A descrição … diz assim: ‘Deus fez cair pesado sono sobre o homem ele adormeceu; Deus retira uma das suas costelas; Dessa costela que Deus havia retirado do homem, Ele a transforma em uma mulher e traz a ele [Adão]’. E as pessoas olham para isso e questionam: ‘Rapaz, você não acredita nisso, né?’. Mas por que eu não iria acreditar?”, questiona.
Pontuando os momentos-chave do relato bíblico, Lourenço destaca as relações com a ciência/medicina moderna: “Olha que interessante: ‘Deus faz cair pesado sono sobre o homem e ele adormeceu’. Isso é anestesia geral. Daí diz que ‘Deus retira uma de suas costelas’. Mas porque na costela? É onde tem medula óssea vermelha e você encontra células tronco. Se você vai clonar alguém, é dali que você vai retirar o material para a clonagem. [O texto] diz que Deus fecha o lugar com carne. Cirurgia plástica. É o que a gente faz para não ter nenhum defeito. Daí diz que Deus transforma aquela costela numa mulher. Isso é engenharia genética e clonagem. Todas essas áreas nós trabalhamos, são áreas da ciência. Só porque Deus não usou linguajar técnico, significa que não é científico?”, questionou.
Em 2012, durante uma palestra sobre criacionismo, no auditório da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Lourenço pontuou que os detalhes que permitem a vida na Terra não podem ser resultado de felizes coincidências.
“Se [a Terra] fosse um pouco mais próxima do sol, a vida não existiria; um pouco mais distante do sol, a vida não existiria; girando um pouco mais rápido, a vida não existiria; girando um pouco mais devagar, a vida não existiria; se um pouco da proporção dos gases na atmosfera fosse mudada, a vida não existiria, e algumas poucas características dos solos fossem mudadas, a vida também não existiria. São vários fatores, praticamente todos eles, relacionados diretamente com a questão da existência da vida”, disse o cientista, antes de concluir: “Quando nós temos um número grande de coincidências, a probabilidade de elas terem ocorrido simultaneamente, por meio de processos naturais, é muito pequena”.
Currículo:
Adauto J. B. Lourenço é formado em Física pela Bob Jones University (1990), Carolina do Sul, EUA. Possui mestrado em Física, obtido na Clemson University (1994), Carolina do Sul, EUA, onde defendeu a tese intitulada “Inelastic Scattering of Helium from Rhodium” . Realizou pesquisas no Max Planck Institut für Strömungsfurchung, em Göttingen, Alemanha, em conjunto com Dr. J. R. Manson e Dr. J. P. Toenies (1992), no Oak Ridge National Laboratory (1990-1993), em conjunto com Dr. R. J. Warmack e Dr. T. L. Ferrell e também coordenou, em conjunto com o engenheiro Ary Biazotto Corte Jr., a pesquisa do equipamento OX-FREE, de anticorrosão, financiada pela FAPESP, durante os anos de 2003-2005. Pesquisador responsável em Sistemas de Imagem de Estruturas Atómicas (Oak Ridge National Laboratory), é membro da American Physics Society, EUA, e pesquisador em Trocas de Energia em Nível Atómico (Max Planck Institut für Stromunsgsforchung, Alemanha).
Demonstrações científicas:
Em uma de suas preciosas palestras Lourenço já demonstrou cientificamente e de forma cabal que:
O universo tem menos de 10 mil anos;
O dilúvio universal ocorreu, e todos os fósseis que encontramos hoje são daquele período;
Adão e Eva existiram de verdade, e a serpente também, assim como jardim do Éden.




