05-04-16 - Vaticano não quer que muçulmanos refugiados sejam evangelizados

O cardeal alemão Gerhard Müller é Prefeito da Congregação para Doutrina da Fé além de presidir a Comissão Teológica Internacional. O site católico Catholic Herald mostrou que ele está a fazer um apelo polémico.
Para ele, os cristãos que estão a ajudar os imigrantes muçulmanos que chegam diariamente à Europa não devem tentar convertê-los, mas sim amá-los “sem intenções ocultas”.
Para o cardeal, o proselitismo “é praticamente uma manipulação da consciência”. Ressaltou que a missão da Igreja é “ajudar a humanidade a se relacionar e amar os que estão a fugir da guerra e da perseguição”.
As declarações foram dadas recentemente, durante uma conferência internacional realizada no Vaticano, que estuda a primeira encíclica do Papa Bento XVI, Deus Caritas Est, que aborda a relevância da perspectiva cristã do amor no mundo de hoje.
Para Müller, a Igreja deve ajudar a oferecer mais do que apenas as necessidades materiais. O mandamento de Jesus para amarmos o próximo, segundo ele, é uma chamada para que os cristãos manifestem o amor de Deus aos outros de modo especial pelas obras de caridade. No entanto, repudia que isso seja “um instrumento de proselitismo”.
“Um Cristão sabe quando é hora de falar de Deus e quando é melhor ficar quieto. Às vezes, um testemunho silencioso é o melhor testemunho do amor de Deus “, asseverou.
Lembrou de maneira especial de sua terra natal, a Alemanha. Trata-se de um dos países onde a maioria dos imigrantes deseja morar. “Há entre estes imigrantes, a maioria dos quais são muçulmanos, aqueles que perguntam: ‘Porque são os cristãos – e não os nossos irmãos muçulmanos – que nos ajudam?’”, justificou o cardeal.
Para o líder religioso, isso seria motivo o suficiente para que eles entendessem o amor de Deus.
O compromisso com a caridade e o amor para com o próximo, disse ele, não pode se tornar “ativismo cego e um desejo fanático de reformar o mundo”. Embora não fosse capaz de citar casos onde os muçulmanos decidiram seguir a Jesus apenas pelo testemunho de católicos, enfatizou que usar as diferenças religiosas como pretexto para exclusão é contrária à fé.
Enquanto o cardeal contraria o mandamento bíblico de se anunciar o evangelho a todos (inclusive islâmicos), o governo alemão tenta lidar com a onda de violência sexual no país. As autoridades distribuíram uma cartilha de normas de comportamento após dezenas de mulheres terem sido assediadas por imigrantes nos últimos meses.
Curiosamente, dezenas de igrejas cristãs estão a fechar e a ser colocadas à venda na Alemanha. Algumas delas estão a ser reformadas e transformaram-se em mesquitas. O país este ano verá o início da construção do que é chamado de o primeiro “templo da religião mundial”. Um prédio que servirá como sinagoga, mesquita e igreja ao mesmo tempo.
NOTA: Não quer porque não sabe evangelizar,e não sabe porque ele próprio tem necessidade de ser evangelizado. Como é que um cego pode guiar outro cego? O que disse o Senhor Jesus Cristo?
"Deixai-os: são condutores cegos: ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova" (Mateus 15:14).
Mas, afinal, o nosso Senhor Jesus Cristo não colocou em nós a "mansagem da reconciliação?
"E tudo isto provém de Deus que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação;
"Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação" (2 Coríntios 5:18,19).
O que veio cá fazer o Senhor Jesus Cristo? E o que nos tem cá, ainda, a fazer?




