16-04-16 - Doutrina de quebra de maldições hereditárias é uma “ofensa à mensagem da cruz”, diz pregador

Em muitas igrejas, principalmente neopentecostais, há a pregação de que muitas adversidades a que o cristão passa se devem a uma suposta maldição hereditária, e para “quebrar” essa sina, é preciso um “ato profético”, uma campanha de oração, etc.
Sobre esse tema, o pregador Renato Vargens publicou um artigo explicativo sobre a eficácia do sangue derramado na cruz do Calvário por Jesus.
“Estou convicto que a doutrina pregada por algumas igrejas quanto à necessidade do regenerado quebrar maldições hereditárias é uma ofensa a mensagem da cruz. Ao contrário dos que ensinam essa heresia, as Escrituras ensinam-nos que em Cristo, todo o escrito de dívida que era contra nós foi cancelado”, afirmou o pastor. “Em outras palavras: não existe nenhuma maldição que possa prevalecer, amedrontar ou escravizar aqueles que tiveram um encontro com Cristo. A morte do Senhor Jesus Cristo foi suficiente para quebrar todo o tipo de maldição”.
Segundo Vargens, a Bíblia é redundante na afirmação da liberdade conquistada por Cristo para aqueles que O recebem como Salvador: “Paulo afirma que o Senhor nos libertou do império das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor. Se não bastasse isso, as Escrituras são claras em afirmar que se o Filho nos libertasse, verdadeiramente seríamos livres”.
Sobre as doutrinas de “quebra de maldições hereditárias”, o pregador considera-as nulas: “[Essa doutrina] aponta para um profundo desconhecimento do significado da cruz. Além disso, o sacrifício de Cristo na cruz foi suficiente para libertar os eleitos das garras de satanás. Uma pessoa alcançada pelo Senhor não precisa fazer absolutamente nada para se ver livre das ações do diabo. Mediante a fé no Senhor Jesus Cristo e pela maravilhosa graça a nós concedida, tornamo-nos livres de satanás. Isto significa dizer que o crente em Cristo não precisa de participar em cultos mágicos, a fim de que o seu passado seja anulado”, resumiu.
Aproveitando a circunstância das celebrações da Páscoa, o pregador disse: “O nosso Senhor, ao morrer na cruz do calvário disse: ‘Tetelestai’. Isto é, está consumado. O preço foi pago. O cordeiro foi morto e mais nada precisa ser feito. Tudo foi feito por Ele. […] Se tem feito parte de uma Igreja que ensina que além da cruz, maldições precisam ser desfeitas ou quebradas, saia dela imediatamente, simplesmente porque, o ensino por ela defendido e proclamado ofende a verdade da cruz”, concluiu.




