21-04-16 - O jornalista e escritor ateu Christopher Hitchens, contemplou a conversão ao Cristianismo, diz o escritor Larry Taunton

Larry Alex Taunton, o fundador e diretor executivo da The Fixed Point Foundation, diz no seu livro recém-lançado que o famoso ateu falecido Christopher Hitchens estava a considerar a conversão ao Cristianismo antes de sua morte. Embora ainda se recuperando de um acidente fatal próximo, Taunton fala sobre “A fé de Christopher Hitchens”, lançado em 12 de abril.
"O livro tem tido muita procura", disse Taunton, que é conhecido por debater ateus, numa entrevista.
Hitchens, que morreu em 2011, tornou-se amigo próximo de Taunton, tendo os dois saído juntos em duas longas viagens rodoviárias, “tendo Hitchens lido em voz alta o Evangelho de João numa delas," diz o site de notícias, acrescentando que o escritor Cristão também é amigo do ateu britânico Richard Dawkins.
"Pela primeira vez na sua vida, ele [Hitchens] estava a relacionar-se com cristãos bíblicos," disse Taunton. "Ele viu que eram diferentes do cristianismo superficial na Grã-Bretanha. Quando começou a debater com estes crentes, ele começou a gostar deles."
O autor continuou, "eu descobri que Christopher não se definia pelo seu ateísmo. O ateísmo é negativo e não se pode construir uma filosofia em torno de algo negativo. Christopher estava à procura de um sistema unificador do pensamento. Acusam-me de dizer que ele se converteu . Eu não faço tal afirmação. Eu não afirmo que Christopher se converteu, mas que Christopher estava a considerar a conversão. Penso que o substanciei no livro."
Taunton acrescentou: "Um dos fatores que o unia aos cristãos bíblicos era o Islão. Christopher sentia um alarme crescente com o Islão....
"Eu concordava com tudo o que Hitchens didia sobre o Islão. Reconheço que nem todo o muçulmano é um terrorista. Mas se ler o Alcorão e o Hadith, se você tomar esses escritos a sério, os infiéis devem pagar um imposto, converter-se ou morrer".
No seu site, Taunton descreve o seu livro, dizendo: "Hitchens era um homem de muitas contradições: um marxista na juventude que ansiava por aceitação entre as elites sociais, um pacifista que reverenciava os militares; um campeão da esquerda que era, todavia, pró-vida, pró-guerra-ao-terror, e depois de 9/11 virou conservador; e enquanto ele blasfemava de Deus no palco, ele mantinha - embora muito escondido da opinião pública - amizades significativas com cristãos como Francis Collins e Douglas Wilson. "Enquanto Hitchens era, nas mentes de muitos cristãos, inimigo público número um, longe das luzes e das câmaras uma amizade calorosa floresceu entre Hitchens e o autor; uma amizade que culminou com não uma, mas duas viagens longas de automóvel onde, após ser diagnosticado um cancro do esôfago a Hitchens, eles estudaram a Bíblia juntos."




