08-05-16- Na Bósnia as mesquitas crescem e as igrejas desaparecem

Um analista de perseguição do ministério Portas Abertas alerta que na Bósnia-Herzegovina, uma das repúblicas federais resultantes da dissolução da Jugoslávia, os cristãos estão a ser impedidos de abrir igrejas, enquanto que o número de mesquitas está a crescer.
“A Arábia Saudita está a financiar diversos projetos nas regiões muçulmanas, e como resultado, o islamismo radical está a crescer na Bósnia”, diz.
As autoridades estariam a cooperar ainda para que não se abram templos cristãos. “Com o dinheiro saudita, as mesquitas estão a proliferar e as igrejas a desaparecer, enquanto as autoridades locais não facilitam a concessão de autorizações para a abertura de templos cristãos”.
Ao mesmo tempo que as autoridades recebem apoio saudita e o islamismo radical cresce no país, o governo federal tenta entrar para a União Europeia e decide proibir o hijab, o véu islâmico, e outros símbolos religiosos dentro dos tribunais e outras instituições legais.
A decisão fez com que 2 mil pessoas, principalmente mulheres protestassem em Saravejo, capital do país, reivindicando o direito de usar o hijab.
“Essa questão de não usar o véu nas instituições legais, deve ter surgido por que a Bósnia solicitou a adesão à União Europeia, daí a influência ocidental no país”, explica o analista.
Ainda segundo ele, a Bósnia-Herzegovina é um país dividido entre a Federação croata-muçulmana e a República Sérvia. Em 1992 os islamitas vindos de outros países iniciaram uma perseguição religiosa violenta contra os cristãos. “Precisamos de orar pelos cristãos da Bósnia”, conclui o analista.




