17-07-16 - ONU afirma que levar crianças à igreja é “violação dos direitos humanos”

Um relatório recente da Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos está a causar grande debate na Europa. Segundo a avaliação do grupo de observadores da ONU que visitou o Reino Unido, há preocupação com o facto de crianças serem obrigadas a participar de serviços religiosos e de cultos.
Frequentar a igreja pode ser uma “violação dos direitos humanos”, afirmam os responsáveis pelo Comité das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança. Portanto, recomendaram que o governo “revogue as disposições legais sobre frequência obrigatória a encontros de adoração coletiva”.
Seguindo uma tradição histórica, a maior parte do sistema educacional do Reino Unido está nas mãos de igrejas. Até o quinto ano, a participação em cultos religiosos faz parte das atividades, como aulas de ensino religioso. Só estão dispensadas caso os pais não autorizem ou pertençam a outra fé.
O material compila 150 recomendações, apontando que a Grã-Bretanha pode estar a violar a Carta da ONU sobre os Direitos da Criança em vários aspetos. No relatório não existe qualquer menção de violação de direitos humanos por parte da comunidade islâmica, que administra várias escolas.Possivelmente porque o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos é Zeid Ra’ad Al Hussein, um príncipe jordaniano, que professa a fé muçulmana.
Também foi ignorado o artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU, que garante a todo ser humano a “liberdade de manifestar a sua religião ou crença”, em público ou em particular.
David Burrowes, um parlamentar conservador, afirma que esse relatório, deve ser atirado para o lixo, que é o seu lugar devido. “O ato coletivo de adoração não é um exercício de doutrinação. É reconhecer e respeitar a herança cristã do país e dar às pessoas uma oportunidade para refletirem”, disparou.
Burrowes aproveitou para fazer uma cobrança séria: “A ONU deveria passar mais tempo a fazer o seu principal trabalho, de prevenção das guerras e do genocídio, em vez de meter o nariz nas salas de aula de outros países”.
Ele referia-se ao facto da Organização se negar a reconhecer que existe um genocídio contra os cristãos em andamento no Oriente Médio.
- In CBN




