15-08-16 - Radicais hindus prometem eliminar o Cristianismo da Índia até 2021

Grupos radicais hindus na Índia estão a tentar cumprir a promessa de eliminar o Cristianismo do país até o ano 2021. Eles querem transformar o país numa “zona livre” de igrejas e templos de qualquer outra religião. Liderados por Rajeshwar Singh, do Movimento Rashtriya Swayamsevak Sangh (RSS), eles promovem práticas designadas como “purificação religiosa”, e “reconversão”, sobretudo na região norte, desde 2014.
Os seus brutais ataques incluem o sequestro e tortura de hindus convertidos a Jesus, no processo que eles chamam de reconversão. Igrejas são invadidas e colocam-se imagens de deuses hindus no seu interior, além de uma pira com o fogo sagrado hindu. Depois, declara-se que a igreja e os seus seguidores precisam de purificação, pois “são imundos”. Conforme anunciado, eles tentam livrar primeiro o interior rural, onde as autoridades são complacentes.
Há anos, todos os cristãos da aldeia de Asroi foram forçados a fazer parte dessa cerimónia e ameaçados de enfrentar terríveis consequências, caso não voltassem ao hinduísmo. O local foi transformado, desde então, em um templo hindu.
Além da violência explícita, o RSS vem usando outras “armas”. No início do ano, republicou um livro intitulado “Cristo Parichay” [Cristo era hindu], escrito em 1946, por Ganesh Savarkar.
O livro é uma grande especulação sobre a ligação dos ensinamentos do Senhor Jesus Cristo com vedas indianos, recheados de uma série de invenções, que contradizem diretamente a Bíblia.
Afirma que o verdadeiro nome de Messias era “Keshao Krishna” e ele foi resgatado da cruz por essênios, reanimando-o com plantas medicinais e levado para a região da Caxemira, onde morreu de velhice muitos anos depois. Para eles, o Cristianismo é apenas uma seita do hinduísmo.
Mais recentemente, o governo indiano está a tentar tornar nacional uma lei anticonversão, que já está em vigor em cinco dos estados da Índia. Ela cria uma série de dificuldades para os que nascem em família hindu e posteriormente abandonam a fé de seus pais.
Forçados a negar a Cristo
A missão Portas Abertas está a divulgar mais um caso bastante simbólico do que passam os cristãos por causa desse movimento. Quando Neeraj [nome trocado por questões de segurança] tornou-se cristão, passou a ser perseguido por líderes religiosos na sua aldeia e até pelo seu próprio pai, que o agrediu.
Ele e mais dois cristãos sofreram uma emboscada de um grupo de radicais hindus que o espancaram durante quatro horas. Brandindo facas, diziam: “Se negares a tua fé em Jesus, poderás ir para casa”. Neeraj recusou-se, dizendo: “Não, ele é o meu Senhor. Eu nunca vou deixá-Lo.”
No dia seguinte, os três foram levados para a esquadra da polícia local, acusados de tentar converter os hindus locais, algo que viola as leis anticonversão do seu estado. Uma multidão reuniu-se logo em frente à cadeia e exigiram a sua morte. Até os agentes da polícia passaram a ameaçá-los: “Vamos deixar-vos nus e dar-vos um tratamento com eletrochoques”.
Após uma noite inteira de espancamentos e ameaças, os três cristãos concordaram em abdicar da sua fé em Cristo. “Eu estava com tanto medo que eu decidi obedecer”, confessa Neeraj.
Essa reconversão forçada possibilitou que Neeraj voltasse para junto da sua esposa Ritu. Mas ele caiu em si, chorando amargamente por ter decidido negar a Cristo. Decidiu fugir para outra cidade e, apesar das ameaças de morte, voltou a professar o Cristianismo. “Não quero trair o Senhor Jesus Cristo outra vez e por isso não posso voltar para a minha aldeia”, finaliza.
Segundo a Portas Abertas, a Índia é o 17º país no ranking dos maiores perseguidores ao Cristianismo. Contudo, muitos casos ocorrem nas zonas rurais, onde não há Internet, por exemplo, o que significa que só são conhecidos – como o caso e Neeraj – caso a pessoa vá para uma outra cidade.
- In Christian Today




