19-08-16 - Billy Graham: "Banir as orações das escolas não pode tirar Deus dos nossos corações"

Em resposta às preocupações de uma leitora a respeito dos seus netos que podem nunca saber o que é gostar de começar o dia na escola com uma oração, o evangelista Billy Graham disse que ele não tem mais esperanças que a oração volte às escolas públicas dos Estados Unidos, mas que também há outras maneiras com as quais os alunos podem falar com Deus durante o dia todo.
"Acha que nunca vamos voltar aos dias em que eles permitiam a oração nas escolas públicas?", a avó perguntou ao evangelista, enfatizando que ela acha muito preocupante, a ausência da oração e outras práticas religiosas dentro das escolas.
"Quando eu era jovem, tive a oportunidade de orar e ler a Bíblia na escola todos os dias, mas os meus netos não podem mais ter essa experiência e isso me incomoda muito", continuou a leitora.
Graham respondeu que o debate sobre a permissão ou não das orações nas escolas "é uma questão política e jurídica complexa", mas sugeriu alguns pontos que devem ser considerados sobre isso.
"Primeiro, ninguém pode banir Deus dos nossos corações. Se realmente conhecemos a Cristo, sabemos que podemos buscá-lo em oração silenciosa, não importa onde estamos", escreveu Graham.
"Em segundo lugar, nunca se esqueça da importância de que as nossas famílias têm em ajudar as nossas crianças a acreditar em Deus e a confiar nEle. Nenhuma escola ou outra instituição pode tomar o lugar de uma família, na qual Deus é honrado e servido", acrescentou.
Graham acrescentou que, embora ele duvide que a oração e a leitura da Bíblia possam voltar a ganhar um 'espaço oficial' nas escolas públicas dos EUA, as pessoas ainda "precisam de se lembrar de orar pelo seu país".
"A questão que menciona aqui é apenas um sinal do quanto a nossa nação se tem desviado de Deus. Ore pela nossa nação e pelos seus líderes diariamente. A Bíblia diz: 'Feliz a nação cujo Deus é o Senhor' (Salmo 33:12)", concluiu Graham.
Em 1962, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos decidiu sobre o caso 'Engel X Vitale' que as escolas públicas não poderiam sancionar oficialmente orações, mesmo que a prece fosse de natureza voluntária.
"A maioria observou que a religião é muito importante para a grande maioria do povo americano. Desde que os americanos possam aderir a uma ampla variedade de opiniões, não é apropriado que o governo a aprove qualquer sistema de crença particular", informou o Tribunal na época.




